Hyundai aponta ao pódio no Rali de Portugal: “ou vai, ou racha…”
Neuville, Fourmaux e Sordo chegam à sexta ronda do WRC com ambição reforçada após testes positivos e foco na fiabilidade do i20 N Rally1
A Hyundai Shell Mobis World Rally Team parte para o Rali de Portugal com o objetivo assumido de lutar pelos lugares do pódio na sexta prova do Mundial de Ralis de 2026. A equipa sul-coreana apresenta Thierry Neuville, Adrien Fourmaux e Dani Sordo numa ronda considerada determinante para medir o verdadeiro potencial do Hyundai i20 N Rally1 em pisos de terra, numa fase da época que poderá influenciar decisivamente a segunda metade da temporada, já que vêm aí várias provas no mesmo tipo de piso.
Disputado entre 8 e 10 de maio, o Rali de Portugal terá 23 especiais e 344,91 quilómetros cronometrados, distribuídos por troços exigentes no Norte e Centro do país. Num terreno em que os primeiros na estrada enfrentam menor aderência e os que partem mais atrás encontram sulcos e pedras expostas, a prova volta a exigir equilíbrio entre velocidade, gestão e resistência mecânica.
Hyundai vê Portugal como barómetro competitivo
A estrutura de Alzenau chega à prova após testes preparatórios que considerou produtivos e acredita ter reunido argumentos para discutir as primeiras posições. O diretor desportivo Andrew Wheatley sublinhou que Portugal será o primeiro grande referencial europeu em terra desta fase do campeonato e lembrou que o evento partilha características com outras provas relevantes do calendário, como Acrópole, Sardenha e Arábia Saudita.
“Portugal é muito importante para avaliar o desempenho da equipa”, afirmou Wheatley, sustentando que o Hyundai i20 N Rally1 “é rápido nestas condições” e que o trabalho recente se centrou em melhorar a fiabilidade “passo a passo”. Segundo o responsável, a marca acredita ter evoluído o suficiente para abordar esta ronda com metas mais ambiciosas do que nas provas anteriores.
Ordem de partida pode ser decisiva
A Hyundai considera que a posição na estrada nas jornadas de quinta e sexta-feira poderá ser um dos fatores mais influentes da prova. Wheatley admitiu que a equipa beneficia, à partida, de uma ordem de saída favorável, embora tenha assinalado que pilotos como Oliver Solberg e Sébastien Ogier também poderão tirar partido dessa circunstância.
Ainda assim, o dirigente mostrou confiança no potencial do trio inscrito. Disse acreditar que Neuville, Fourmaux e Sordo têm velocidade para discutir o pódio e admitiu que eventual chuva durante o reconhecimento poderá atenuar a desvantagem habitual de abrir a estrada.
Prova histórica e exigente
A Hyundai recorda ainda o histórico positivo em Portugal, onde já somou 11 pódios, incluindo a vitória de 2018. Wheatley destacou o peso simbólico da prova no Mundial, a experiência acumulada dos pilotos em troços muito conhecidos e a exigência logística de uma primeira etapa longa, com 10 especiais até sexta-feira à noite e apenas assistência remota em Arganil.
“Os adeptos em Portugal conhecem profundamente os ralis e acompanham cada minuto da ação desde os testes”, assinalou Wheatley. Para a Hyundai, uma prestação sólida no Rali de Portugal poderá representar o impulso certo para a campanha em terra que agora começa.
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