Resposta à guerra deve visar equilíbrio orçamental e ser “temporária”, diz presidente do Eurogrupo
O presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, sustentou hoje que as medidas aplicadas na União Europeia para responder aos efeitos da guerra no Golfo Pérsico devem considerar o equilíbrio orçamental dos Estados membros e ser temporárias.
“Agimos de forma coordenada, com um denominador comum, como o define a Comissão (Europeia): as medidas devem ser temporárias, em consonância com as regras orçamentais acordadas e os objetivos da Transição Verde. Em contexto de crises sucessivas, manter este equilíbrio não é fácil, mas é absolutamente necessário”, disse Pierrakakis, em conferência de imprensa, depois da reunião do Eurogrupo, integrado pelos ministros da Economia e das Finanças da Zona Euro.
O presidente do Eurogrupo confirmou a necessidade de consolidar o sistema bancário europeu para caminhar para “uma melhor aplicação de capital e liquidez, uma maior diversificação de risco e economias de escala”, com o objetivo de posicionar o sistema bancário europeu ao nível de outros sistemas internacionais.
“A nossa resposta deve ser coerente, firme e decisiva, com uma política fiscal responsável, uma transição energética acelerada, uma maior integração financeira e investimento em inovação e na economia digital. A resiliência que temos é a base. O passo seguinte é transformar esta resiliência em fortaleza, em crescimento, em competitividade, para a Europa, para os seus cidadãos”, concluiu.
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