Nunca foi tão caro comer em Portugal: Cabaz alimentar atinge novo pico histórico
O custo de vida continua a pressionar o orçamento das famílias portuguesas. Segundo a mais recente monitorização da DECO PROteste, o cabaz alimentar de 63 produtos essenciais fixou-se esta semana nos 261,89 euros.
Este valor representa uma subida de 3,37 euros face à semana anterior e marca o máximo histórico desde que a organização iniciou esta análise, em janeiro de 2022.
A tendência de subida é evidente quando olhamos para o retrovisor financeiro. Face ao início de 2024, o cabaz está 20,06 euros mais caro (+8,30%). Já em relação a maio de 2023, os consumidores pagam hoje mais 22,94 euros (+6,60%). Face a janeiro de 2022: A diferença é abismal, com um aumento de 74,19 euros (+39,52%).
Entre 29 de abril e 6 de maio, três produtos destacaram-se pelo salto repentino nos preços, o atum em posta (óleo vegetal): 1,54 euros (+20%), a massa esparguete: 1,13 euros (+15%) e o queijo curado fatiado: 2,61 euros (+14%).
Comparando com o período homólogo de 2023, os frescos e o peixe lideram as subidas. A couve-coração está 44% mais cara (2,02 euros/kg), seguida pelo robalo (+34%, para os 10,33 euros/kg) e pelos brócolos (+31%, para os 3,43 euros/kg).
No longo prazo, os dados da DECO PROteste revelam aumentos superiores a 100% em bens básicos. Desde o início da monitorização (janeiro de 2022), a carne de novilho para cozer disparou 124%, custando agora 13,04 euros/kg. A couve-coração subiu 103% e os ovos registam um aumento de 84% (fixando-se nos 2,10 euros).
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