WRC, Rali de Portugal/PEC2: Oliver Solberg passa para a frente
Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) assinou o melhor tempo em Sever/Albergaria, e colocou-se em destaque numa especial muito limpa, mas extremamente traiçoeira, marcada por pedras soltas, pouca aderência e forte degradação da estrada.
Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) limitou danos ao abrir a estrada, Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) perdeu terreno, Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) e Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) mantiveram-se na luta sem encontrar o equilíbrio ideal, mas ambos tiveram boas notícias com grandes subidas na classificação.
Solberg é agora o líder, 3.4s na frente de Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) que nesta especial foi apenas quarto classificado. Neuville subiu seis posições, para o terceiro lugar, Ogier é quarto, quatro décimos atrás do belga, Evans caiu para quinto, e está agora a 8.2s da frente.
Seguem-se Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1), Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1), Taka Katsuta, Jon Armstrong (Ford Puma Rally1), Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) e Martins Sesks (Ford Puma Rally1) que começou mal o rali, e nem os seus colegas de equipa consegue bater de momento.
Filme da especial
Elfyn Evans foi o primeiro a entrar na especial e percebeu de imediato que a estrada ia cobrar caro. O galês abriu o troço numa estrada muito limpa e solta, quase sem apoio, e começou por marcar o mesmo tempo de Takamoto Katsuta no primeiro parcial, antes de ganhar alguma vantagem à medida que os quilómetros avançavam.
No fim, fechou o troço com 15:21.5, mas sem esconder que a tarefa de varrer a terra tinha sido penalizadora: faltou-lhe tração, sobretudo na parte final, e o tempo refletiu isso.
Katsuta seguiu o colega da Toyota e, apesar de um andamento razoável, nunca conseguiu transformar o esforço em algo realmente forte. Foi perdendo terreno para Evans nos parciais intermédios e, no final, ficou a 3.8 segundos do ritmo de referência. O japonês reconheceu que a sensação não era brilhante e admitiu que a prova estava muito escorregadia em vários pontos, ainda que mantivesse o foco em aproximar-se de Evans ao longo do dia.
A fase mudou quando Oliver Solberg entrou no cenário. O sueco começou a fazer ‘verdes’ nos parciais e deixou logo a sensação de que estava a encontrar algo mais no piso solto. Foi o mais rápido ao primeiro parcial, continuou a acelerar e acabou por assinar um tempo impressionante, 8.1 segundos mais rápido do que qualquer um até então. Apesar da excelente marca, Solberg mostrou-se longe de satisfeito, dizendo que as sensações não eram boas e que ainda tinha dúvidas sobre a escolha de pneus, numa especial cheia de pedras soltas e com o medo constante de furos.
A luta ficou então aberta para os nomes mais experientes, e Sébastien Ogier entrou em ação com a sua habitual precisão, ainda que sem equilíbrio perfeito no Toyota GR Yaris. O francês, sete vezes vencedor em Portugal, melhorou face ao início, mas terminou o troço atrás de Solberg, reconhecendo que o carro ainda não estava fantástico, apenas um pouco melhor do que antes.
Thierry Neuville veio a seguir e confirmou que a Hyundai estava a encontrar mais ritmo do que na primeira passagem. O belga assinou o segundo melhor tempo até esse momento, a 1.4 segundos de Solberg, mas confessou que continuava sem confiança na aderência e que perdera tempo logo no início devido a um meio pião. A especial estava técnica, cheia de linhas diferentes e com pouca margem para erro, e Neuville deixou claro que a falta de feeling no grip continuava a ser um problema por resolver.
Sébastien Ogier, apesar de continuar a lutar com o comportamento do Toyota, conseguiu ser o segundo mais rápido até então, ainda 3.1 segundos atrás de Solberg, num registo de contenção mais do que de ataque puro. O mesmo se passou com Adrien Fourmaux, que entrou mais tarde e aproveitou a evolução da estrada para se posicionar como o mais rápido no primeiro parcial até esse momento. O francês fechou o troço com 15:16.8, ficando a 3.6 segundos de Solberg, mas saiu satisfeito por ter feito uma passagem limpa, ainda que muito cautelosa por causa do risco de furos.
Nos parciais finais, a especial começou a mostrar o seu desgaste mais evidente. Dani Sordo foi o seguinte a completar o percurso e, apesar de perder 10.3 segundos para o melhor tempo, manteve-se no lote dianteiro, agora em sétimo da geral. O espanhol explicou que o problema era simples: faltava aderência e o carro não lhe dava tração suficiente, embora sublinhasse que num rali longo o importante era sobreviver ao troço e preservar o que restava dos pneus.
Depois apareceu Jon Armstrong, que passou perto de um toque sério com um barranco e ainda assim conseguiu trazer o carro até ao fim, embora a 12.9 segundos de Solberg.
O irlandês falou numa passagem quase exploratória, numa especial muito estreita, técnica e com piso polido pela chuva, onde a confiança foi sempre curta. A M-Sport seguia em modo de sobrevivência, e isso ficou ainda mais claro com Josh McErlean, que também montava pneus duros e encontrou um piso cada vez mais escorregadio e compacto, sem capacidade para morder a gravilha. Terminou em 15.30.7, queixando-se da falta de ritmo e admitindo que a estratégia podia só valer a pena no longo prazo, graças à gestão dos pneus.
A fechar o lote da M-Sport, Mārtiņš Sesks foi o melhor dos Ford, embora o resultado geral continuasse longe da frente. O letão foi sétimo mais rápido e deixou a sensação de algum progresso, ainda que irregular, dizendo que o comportamento do carro oscilava demasiado e que a equipa tinha trabalho para fazer.
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