PS diz que ausência de acordo na Concertação Social é derrota de Montenegro
O PS considerou hoje que a falta de acordo na Concertação Social sobre a legislação laboral é uma derrota do primeiro-ministro e que o Governo “geriu mal este processo”, aguardando para ver a proposta que chegará ao parlamento.
“A ausência de acordo na Concertação Social sobre as questões laborais é, antes de mais e acima de tudo, uma derrota do Governo e do próprio primeiro-ministro Luís Montenegro. O Governo geriu mal este processo do primeiro ao último dia e apresentou uma proposta que não prometeu num programa eleitoral”, disse aos jornalistas o deputado do PS Miguel Cabrita, no parlamento.
Considerando que a proposta do Governo está “cheia de recuos para os jovens, trabalhadores e famílias”, o socialista acusou o Governo de não ter sabido “entender os sinais que foi recebendo”, de ter tido uma “enorme inflexibilidade do primeiro ao último dia” e de ter desistido do diálogo social.
Sobre o que fará o PS com a proposta que a ministra do Trabalho disse hoje que vai seguir para o parlamento, Miguel Cabrita disse que os socialistas vão esperar para ver o conteúdo do diploma.
“Mas há uma garantia que podemos dar, as propostas que o PS vai colocar em cima da mesa e aquilo que estamos dispostos a negociar serão mudanças laborais no sentido de melhorar a vida das pessoas, dos trabalhadores, dos jovens, as condições das empresas, mas não estaremos disponíveis para alinhar numa lógica em que uns ganham e outros perdem e esse foi sempre o pressuposto desta proposta do Governo”, avisou.
Perante a insistência dos jornalistas, o deputado do PS disse que o partido “não estará disponível para viabilizar propostas que piorem a vida das pessoas”.
“As nossas propostas serão todas para procurar reequilibrar esta agenda, que nasceu muito desequilibrada a favor de um dos lados e que o Governo nunca revelou nem disponibilidade, nem vontade, nem capacidade para reequilibrar”, antecipou.
As negociações sobre a reforma laboral terminaram hoje sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais, assumiu a ministra do Trabalho, dizendo que um dos parceiros foi intransigente mas o executivo quer levar uma iniciativa ao parlamento.
Rosário Palma Ramalho afirmou, que, ao longo do processo negocial, que durou mais de nove meses, o executivo “esteve sempre de boa fé” e “fez inúmeras cedências”, tendo em vista levar a negociação “a bom porto”, contudo, “um dos parceiros revelou-se absolutamente intransigente”, disse, referindo-se à UGT.
“Todas as negociações têm um fim. O fim foi hoje”, disse ainda a ministra do Trabalho, que indicou que vai levar “esta decisão final” ao primeiro-ministro e que “o Governo vai avaliar muito rapidamente o passo seguinte que será a transformação em proposta de lei para que o processo siga” para o parlamento.
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