Reino Unido: trabalhistas admitem nova derrotada, desta vez na Escócia
O líder do Partido Trabalhista Escocês, Anas Sarwar, admitiu que formação que dirige perdeu de forma contundente as eleições para o parlamento, após reconhecer que o partido não conseguiu conter uma “onda nacional de deceção” com Keir Starmer, o líder nacional dos trabalhistas e primeiro-ministro.
Em declarações à imprensa em Glasgow, após serem conhecidos apenas sete dos 129 lugares de Holyrood, o parlamento, Sarwar afirmou que “defendemos a mudança e, no fim das contas, foi um debate que perdemos. O meu partido está em crise e é minha responsabilidade mantê-lo unido. Continuaremos a lutar pela mudança que acreditamos ser tão necessária para a Escócia”.
“A tragédia desta campanha eleitoral é que, apesar de todos os argumentos que queríamos apresentar sobre o serviço de saúde, o futuro das nossas escolas, sobre o combate ao problema dos sem-abrigo, infelizmente não foi disso que se tratou nestas eleições. A questão passou a ser um sentimento nacional, uma insatisfação nacional. E esse era um sentimento que não conseguimos superar”, afirmou ainda, ‘atirando’ as culpas para o primeiro-ministro trabalhista, Keir Starmer.
Questionado se o primeiro-ministro deveria renunciar, Sarwar recordou o seu apelo, feito em fevereiro passado, para que Starmer se afastasse do cargo. “Eu disse o que disse em fevereiro e mantenho a minha posição, mas vou concentrar-se no que isso significa para o meu partido na Escócia”.
Fontes do partido disseram que a formação foi punida por um eleitorado desiludido, que abandonou o Partido Trabalhista ou ficou em casa em protesto contra as políticas de Keir Starmer – a reforma do sistema de bem-estar social e o seu envolvimento com a agenda anti-imigração do Reform UK foram, disse o partido, os temas de maior impacto e de maior desilusão face aos trabalhistas.
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