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Reino Unido mantém-se à (extrema) direita, mas Reform UK perde dimensão

Reino Unido mantém-se à (extrema) direita, mas Reform UK perde dimensão

O partido Reform UK, de extrema-direita, obteve 27% dos votos a nível nacional nas eleições locais desta quinta-feira, segundo avança a Sky News. Os Conservadores conquistando 20%, os trabalhistas 15% e os Verdes e Liberais Democratas atingiram ambos 14%.
A Sky News divulgou os números de votos equivalentes nacionais (NEV, na sigla em inglês) que simula, ou fornece uma estimativa do que teriam sido as percentagens de votos se toda a Grã-Bretanha tivesse votado. Assim, segundo aquela fonte, o Reform UK atingiu 27% (uma queda de cinco pontos percentuais em relação aos 32% do ano passado); os conservadores conseguiram 20% (um aumento de dois pontos percentuais em relação aos 18% atingidos nas eleições municipais e locais ano passado, em maio, que não ocorrem todas na mesma altura); o Partido Trabalhista não foi além dos 15% (uma queda de quatro pontos percentuais em relação aos 19% do ano passado); os Verdes tiveram 14% (um aumento de sete pontos em relação aos 7% do ano passado); e os Liberais Democratas marcaram igualmente 14 % (uma queda de dois pontos em relação aos 16% do ano passado).
Com base nestes números, que são tecnicamente projeções, os analistas tenderão a afirmar que o Reform UK está a regredir, uma vez que teve menos votos que em maio de 2025. De qualquer modo, voltou a ganhar as eleições, como sucedeu em maio do ano passado, apesar de ser uma vitória de menor dimensão.
Do mesmo modo – ou seja, ao contrário do que indicavam as projeções –os conservadores conseguiram um aumento sensível da votação, dando mostras de que conseguem recuperar algum do eleitorado perdido nas eleições gerais de 2024.
O crescimento de Os Verdes – onde se tem concentrado a esquerda mais radical britânica, conseguiu um aumento da sua importância política.
Já os liberais rumaram em sentido contrário, tendo conseguido uma posição inferior à do ano passado – e assim não confirmando o que diziam algumas sondagens, que davam conta da possibilidade de um crescimento importante. Vale a pena recordar que, ao contrário do que acontece em Portugal, os partidos liberais têm vindo a ver retraída a sua importância política.
No que não as sondagens não se enganaram foi na estrondosa derrota dos trabalhistas, que, em relação ao ano passado, conseguiram perder mais quatro pontos percentuais. A lista dos trabalhistas que reclamam a demissão do líder do partido e primeiro-ministro não para de crescer a cada instante. Começa a ser cada vez mais claro que, algures no fim-de-semana, Keir Starmer acabará mesmo por demitir-se de chefe do executivo.
Starmer disse que não o faria porque isso seria lançar o país no caos. A resposta do seu próprio partido é que o caos é o lugar onde está o país (e o partido). Ou seja: pior não ficará com a sua demissão, e mais depressa recuperará de dois anos para esquecer – em que, entre outras coisas, a possibilidade de uma intervenção do FMI chegou a ser ponderada.

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