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F1: Mais potência do motor de combustão interna e menos energia elétrica em 2027

F1: Mais potência do motor de combustão interna e menos energia elétrica em 2027

A filosofia que serviu como base para a nova regulamentação na F1 durou… quatro corridas! A FIA anunciou alterações ao regulamento técnico da Fórmula 1 para 2027, reequilibrando a distribuição de potência entre o motor de combustão interna e o sistema de recuperação de energia elétrica. As medidas, acordadas numa reunião com diretores de equipa, a FOM e representantes dos fabricantes de unidades motrizes, surgem na sequência das críticas generalizadas ao novo regulamento de 2026.
O regulamento de 2026, que aproximou a repartição entre potência de combustão e elétrica de uma proporção de 50:50, gerou descontentamento entre os pilotos pela forma como alterou o estilo de condução. Ir ao limite passou a ser prejudicial para o tempo de volta, com os carros a abrandar muito antes das zonas de travagem para gerir e recuperar energia. Embora o número de ultrapassagens tenha aumentado (197 manobras registadas nos grandes prémios disputados até agora, contra 84 nas mesmas corridas do ano passado), surgiram preocupações sobre as diferenças de velocidade entre carros em modo de entrega e em modo de regeneração, preocupações que se materializaram no grave acidente de Oliver Bearman em Suzuka, ao tentar evitar Franco Colapinto.
Para resposta imediata, foram introduzidas alterações para o Grande Prémio de Miami: o super clipping foi aumentado de 250kW para 350kW, permitindo maior recuperação de energia a fundo acelerador, e a quantidade de energia recuperável em qualificação passou de 8MJ para 7MJ, reduzindo ligeiramente as táticas de regeneração (em Miami estas mudanças não foram totalmente aplicadas, mas as alterações ao regulamento abriu a porta para mudanças de acordo com as necessidades). A FIA considerou que estas modificações “resultaram numa competição melhorada e foram um passo na direção certa”.
Para 2027, está acordado em princípio um aumento de cerca de 50kW (68cv) na potência do motor de combustão interna através de um incremento no fluxo de combustível, acompanhado de uma redução equivalente de 50kW na potência do ERS. O aumento do fluxo de combustível poderá exigir alterações de hardware nas unidades motrizes, razão pela qual a medida foi definida para implementação a médio prazo, dando tempo suficiente aos fabricantes para se adaptarem. As alterações ainda necessitam de votação pelos fabricantes de motores e de ratificação pelo Conselho Mundial do Desporto Motor.
Comunicado oficial da FIA:
“Foram acordadas em princípio, numa reunião online convocada hoje pela FIA e com a presença de diretores de equipa, da FOM e de representantes dos fabricantes de unidades motrizes, várias propostas de introdução de alterações de componentes de hardware ao regulamento de F1 2026. A conclusão sobre a implementação das modificações no Miami foi que resultaram numa competição melhorada e foram um passo na direção certa.
Após análise e consulta, a FIA reportou que não foram identificados problemas materiais ou preocupações de segurança no Miami. As medidas acordadas em princípio hoje para 2027 contemplam um aumento nominal de potência do motor de combustão interna de ~50kW com um aumento do fluxo de combustível e uma redução nominal de ~50kW na potência de entrega do sistema de recuperação de energia. O passo seguinte é apresentar formalmente estas alterações regulamentares, uma vez refinadas, para uma votação eletrónica do Conselho Mundial do Desporto Motor, após votação pelos fabricantes de unidades de potência.”
Foto: MPSA
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