WRC, Rali de Portugal/PEC16: Solberg fura e ‘sai’ da luta, quatro em 7.7s…
Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) venceu a segunda passagem por Cabeceiras de Basto e relançou-se na luta da tarde, mas a especial acabou por mexer sobretudo com a geral: Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) furou, perdeu 18,8 segundos e caiu de segundo para quinto, permitindo a Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) manter a liderança mas agora com 3,9 segundos sobre Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1). Num troço cada vez mais cavado e traiçoeiro, Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) foi segundo e subiu a terceiro da geral, deixando tudo em aberto entre os quatro primeiros.
À chegada da PEC16 já se sabia que a chuva tinha parado na linha de stop, mas o piso mantinha-se variável e, em algumas zonas, mais molhado do que antes. Martins Sesks (Ford Puma Rally1) foi o primeiro a completar, em 13:16,6, e descreveu uma classificativa menos afetada pela chuva do que parecia, embora complicada por ser o primeiro a enfrentar tantas linhas diferentes. Joshua McErlean (Ford Puma Rally1) surgiu depois com 13:30,9, a 14,3 segundos do piloto letão, explicando que o acerto do carro era ainda um compromisso difícil num troço cheio de impactos e pedras afiadas.
Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1) começou bem, mais rápido a meio da especial do que Martins Sesks (Ford Puma Rally1), mas desfez-se no final e fechou em 13:24,2, 7,6 segundos atrás da referência. O espanhol explicou que a parte final estava muito má, com sulcos profundos e o carro a bater demasiado nas pedras, admitindo que a altura ao solo podia estar demasiado baixa para aquelas condições. Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) melhorou claramente o registo com 13:14,0, retirando 2,6 segundos a Martins Sesks (Ford Puma Rally1), mas sem arriscar demasiado por causa das pedras expostas nas regueiras e do perigo de furo.
Foi então que Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) apareceu com um ataque claro. O francês parou o cronómetro em 13:04,2, batendo Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) por 9,8 segundos, apesar de a roda traseira esquerda já parecer ligeiramente fora do aro. A abordagem era simples: arriscar tudo para recuperar tempo, contando também com a possibilidade de a chuva complicar a vida aos pilotos que vinham atrás. Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) tentou responder, mas perdeu tempo ao ser apanhado por uma regueira na parte final e terminou em 13:06,2, a 2,0 segundos do Hyundai, lamentando um carro difícil de colocar e um final muito agressivo para a mecânica.
A grande viragem surgiu pouco depois, quando Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) recebeu um alerta de pressão no pneu dianteiro direito. O sueco perdeu tempo ao longo da especial e completou em 13:23,0, com o pneu já fora do aro, cedendo 18,8 segundos e caindo para quinto da geral, apenas seis décimos atrás de Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1).
Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) aproveitou de imediato: fez 13:05,0, ficou a 0,8 segundos de Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) e regressou ao terceiro lugar absoluto, assumindo uma posição mais central na luta pelo pódio.
Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) ainda se colocou em terceiro na especial, com 13:05,6, mas um ressalto numa regueira perto do fim atirou-o para uma meia-rotação que lhe custou cerca de 1,5 segundos. Mesmo assim, subiu a segundo da geral após o azar de Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1).
Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) fechou a classificativa em 13:07,2, sem forçar em excesso num troço que considerou puro exercício de gestão de risco.
Não venceu a especial, mas saiu dela mais forte: com Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) fora da luta imediata, o francês manteve o comando do rali e entrou na reta final da tarde com uma margem curta, mas valiosa, sobre Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) e Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1).
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