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Klépierre sobe vendas no 1.º trimestre e reforça presença em Portugal com compra de 50% do Aqua Portimão

Klépierre sobe vendas no 1.º trimestre e reforça presença em Portugal com compra de 50% do Aqua Portimão

A Klépierre arrancou 2026 com um crescimento das vendas dos retalhistas e subida da afluência aos seus centros comerciais. No primeiro trimestre, as vendas dos lojistas do grupo avançaram 4,4% face ao mesmo período de 2025, enquanto o número de visitantes aumentou 1,6%, num cenário que a empresa descreve como de consumo estável e procura robusta por espaços comerciais.
A evolução foi mais forte em Espanha, Portugal, Noruega e República Checa, mercados onde as vendas cresceram acima de 5%. Em março, o ritmo manteve-se sólido, com um aumento de 4,2% nas vendas em termos homólogos, segundo o comunicado.
Do ponto de vista financeiro, a dona de vários centros comerciais na Europa registou um aumento de 2,8% nas receitas líquidas provenientes de rendas comparáveis — resultado de eficiências operacionais e da performance dos centros comerciais, que superou a indexação em 180 pontos base —  e pela contribuição positiva da aquisição de Casamassima, em Itália, no final de 2025. Este desempenho foi acompanhado por uma reversão positiva de rendas de 4,9% em novos contratos e renovações, além de uma subida de 40 pontos base na taxa de ocupação, que atingiu os 96,9%, culminando num crescimento de 2,7% do EBITDA.
Em Portugal, a Klépierre reforçou a sua presença com a compra da participação remanescente de 50% no Aqua Portimão, por 59 milhões de euros. O grupo espera que o ativo, localizado no Algarve, continue a criar valor, apoiado na renovação da área de restauração e num potencial de subida das rendas. A empresa estima ainda que a operação gere uma rentabilidade em caixa de um dígito elevado já no primeiro ano.
No plano financeiro, o grupo destacou ainda a emissão de 200 milhões de euros em obrigações sénior em fevereiro, com custo médio competitivo e maturidade média de sete anos, além da ausência de necessidades adicionais de refinanciamento em 2026. A dívida líquida fixou-se em 7.475 milhões de euros, com um rácio dívida líquida/EBITDA de 6,8 vezes.
A Klépierre confirmou também a distribuição de 1,90 euros por ação relativa a 2025, dividida em duas prestações iguais, e reiterou as previsões para o ano: um EBITDA mínimo de 1.130 milhões de euros e um fluxo de caixa corrente líquido por ação de pelo menos 2,75 euros.

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