Baja TT Cuenca: João Ramos forçado a desistir
A Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal viu a sua participação na Baja TT Cuenca, primeira jornada da FIA European Baja Cup, terminar de forma prematura, depois de João Ramos e Pedro Ré serem forçados a abandonar no primeiro setor seletivo após danos irreparáveis numa roda dianteira da Toyota Hilux T1+. O desfecho foi especialmente amargo, uma vez que a dupla lusa havia vencido o prólogo da prova espanhola.
O fim de semana começara da melhor forma possível: João Ramos foi o mais rápido no prólogo, demonstrando o potencial da máquina e da tripulação. No primeiro setor seletivo de sábado, o ritmo manteve-se forte até que, ao quilómetro 90, uma dificuldade de navegação obrigou a dupla a recuar para reencontrar o percurso correto, perdendo cerca de três minutos.
O abandono chegou perto do final do setor seletivo, ao quilómetro 140, numa zona particularmente estreita, com piso muito degradado. A Toyota Hilux T1+ foi surpreendida por uma raiz de árvore, cujo impacto na roda dianteira provocou danos demasiado severos para permitir a continuação.
“Fizemos um prólogo excecional e conseguimos ganhar, o que foi muito positivo” disse Ramos. “Não foi tarefa fácil, pois o vídeo que a organização forneceu, filmado com uma grande angular, não correspondia bem à realidade do traçado, mas, mesmo assim, conseguimos fazer um excelente prólogo e vencer.”
“No primeiro setor seletivo, estava tudo a correr bem até que, ao quilómetro 90, nos perdemos no percurso. Tivemos de retroceder e acabámos por perder cerca de três minutos. Ainda assim, era muito cedo, havia muita corrida pela frente e não havia razão para alarme.”
“Infelizmente, mais tarde, numa zona muito estreita e com caminhos em muito mau estado, tudo se complicou. A prova tinha partes boas, mas também partes muito más para os T1+, muito estreitas, praticamente sem visibilidade devido à lama acumulada. Com o carro todo sujo, numa dessas zonas, passei por cima de uma pedra ou de uma raiz de árvore — nem sei bem o que foi, porque havia tantas valas e relheiras que era difícil perceber onde se estava a pisar — e a roda da frente ficou muito danificada. Ficámos sem hipótese de continuar.”
“É sempre duro desistir depois de um início tão forte, mas faz parte deste desporto. Apesar da saída prematura, destaco o potencial demonstrado no prólogo, com um ritmo muito forte. Acredito que demos os passos certos e este resultado, além da óbvia desilusão, deixa-me muito entusiasmado para o que aí vem. Acredito que teremos condições para nos batermos com os melhores e lutar pelas primeiras posições. Este é apenas um contratempo numa caminhada longa e exigente, mas senti de forma inequívoca que estamos preparados para essa caminhada e para todos os desafios que vamos encontrar.”
Apesar da desistência, a estrutura portuguesa retira sinais claros de competitividade da participação em Cuenca, reforçando a confiança para as próximas rondas. A próxima paragem da FIA European Baja Cup será na Grécia.
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