A carregar agora

Iberdrola arranca com parque eólico Tâmega Norte com investimento de 237 milhões de euros

Iberdrola arranca com parque eólico Tâmega Norte com investimento de 237 milhões de euros

A Iberdrola arrancou com o parque eólico Tâmega Norte, situado entre Braga e Vila Real, nos municípios de Cabeceiras de Basto e Montalegre, o primeiro dos dois parques que fazem parte do Parque Eólico do Tâmega.
“Trata-se do primeiro projeto híbrido eólico-hidroelétrico ligado à rede na Península Ibérica. Será composto por dois parques (norte e sul) ligados ao grande Sistema Eletroprodutor do Tâmega, com armazenamento por bombagem. Esta combinação permite que ambas as tecnologias se complementem, utilizando infraestruturas comuns, e sejam capazes de armazenar energia para a libertar quando o sistema assim o exigir”, salienta a empresa energética.
A empresa salienta que do ponto de vista técnico e operacional, a hibridização “facilita a partilha de infraestruturas de ligação à rede, reduz o impacto ambiental e melhora a estabilidade do sistema elétrico, acelerando a eletrificação”.
O Tâmega Norte terá uma “potência de 195 MW (megawatts), distribuída por 27 aerogeradores Vestas de última geração, com 7,2 MW e 172 metros de rotor, o que o torna um dos projetos onshore com os equipamentos de maior dimensão instalados” pela empresa. “A execução do projeto respeitou condicionantes ambientais na época de reprodução de algumas espécies, o que influenciou fortemente o calendário das obras nos meses da primavera-verão. Isto levou também a que os trabalhos acontecessem em meses meteorologicamente mais severos, enfrentando tempestades como as de janeiro e fevereiro de 2026”, refere a energética.
O projeto no seu pico de construção gerou entre 450 a 500 empregos.
A Iberdrola salienta que a produção gerada pela central de Tâmega Norte será de aproximadamente 414 GWh (gigawatts) por ano, enquanto na central de Tâmega Sul, em construção, será de 185 GWh.
“A energia será transmitida aproveitando as infraestruturas existentes do Sistema Eletroprodutor do Tâmega. A ligação é feita através do nó da Rede Elétrica Nacional (REN) em Ribeira de Pena: a Norte a partir da subestação de Daivões e a Sul a partir de Gouvães”, sublinha a empresa.
O investimento efetuado nos dois parques ultrapassa os 346 milhões de euros, dos quais 237 milhões de euros são referentes ao Tâmega Norte e 109 milhões de euros ao Tâmega Sul.
“Para o seu desenvolvimento, contou-se com uma grande participação de empreiteiros portugueses, como CJR, Socorpena, Conduril e Laso, e outros Europeus, incluindo a Haizea Wind, empresa basca especializada na conceção, fabrico e montagem de estruturas metálicas e componentes fundidos para a indústria eólica, também fornecedora da Vestas, empresa dinamarquesa líder no fornecimento de aerogeradores. Ambas colaboram entre si através de um centro de investigação e desenvolvimento com sede no Porto. Além disso, todas as empresas que fizeram parte do projeto especializadas em obras de engenharia civil são portuguesas”, diz a energética.
“Os parques eólicos do Tâmega evitarão a emissão de mais de 230 mil toneladas de CO₂ (dióxido de carbono) por ano, um valor equivalente à absorção anual de milhões de árvores ou às emissões anuais de cerca de 100 mil veículos. O projeto foi desenvolvido em conformidade com as condicionantes definidas pela Declaração de Impacte Ambiental e o DECAPE. A Iberdrola implementa medidas preventivas, corretivas e compensatórias, bem como programas de monitorização, para que o impacto ambiental e socioeconómico seja o menor possível. O complexo conta com financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e com a participação do Norges Bank, em parceria com a Iberdrola, que passará a deter 49% do capital assim que o complexo entrar em funcionamento”, acrescentou a organização.
A empresa acrescentou que o projeto fez uso da tecnologia BladeLifter para o transporte de pás de dimensões consideráveis. “O BladeLifter permite inclinar a pá até a um máximo de 65 graus, facilitando a passagem por estradas estreitas sem necessidade de alargar as vias nem realizar grandes obras de engenharia civil. Esta solução reduz o impacto nas zonas rurais e evita intervenções desnecessárias na paisagem. Por questões de segurança, o projeto do Parque Éolico da Tâmega a elevação da pá manteve-se entre 25 e 30 graus”, referiu.
“Com o Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET) a Iberdrola reforça a autonomia energética portuguesa e reflete uma visão de longo prazo, assente numa abordagem integrada que articula desenvolvimento energético, proteção ambiental e valorização do território. O Parque Eólico do Tâmega é, neste sentido, muito mais do que um projeto de geração de energia renovável: é uma demonstração concreta de como a inovação tecnológica, a parceria estratégica e o compromisso com a sustentabilidade podem transformar regiões e impulsionar a transição energética de um país, dando um sinal claro de ambição para as décadas que se seguem”, acrescentou a empresa.

Share this content:

Publicar comentário