Caça anti-ayatollahs quer dar supremacia aérea a Portugal
Tudo é maior no Texas, lá diz o ditado. É o caso desta fábrica no estado da ‘estrela solitária’ de onde saem os aviões de combate F-35. Aqui, mais de 200 destes caças estão a ser construídos neste preciso momento.
A fábrica em Fort Worth, a 60 kms de Dallas no norte do estado, tem mais de 1,6 kms de comprimento, numa área equivalente a sete campos de futebol, com mais de 17 mil trabalhadores divididos por três turnos, sete dias por semana.
Nas várias linhas de produção é possível ver os aviões em produção identificados pelas bandeiras dos países compradores, como Itália, Reino Unido, Bélgica, Polónia, Japão, Coreia do Sul, Dinamarca, Singapura ou os próprios EUA. Também estão aqui os primeiros aviões de encomendas mais recentes feitas pela Alemanha ou a Finlândia.
A Lockheed Martin tem um longo historial com Portugal, como o P-3, C-130 Hércules ou os F-16. Agora, com o tempo de vida útil dos F-16 a chegar ao fim nos próximos anos, é o momento de tomar decisões. Apesar de ainda não ter sido lançado nenhum processo formal de compra pelo Governo português, a companhia norte-americana coloca-se na corrida para fornecer os novos aviões de combate a Portugal, a par dos suecos da Saab com o Gripen ou o consórcio Eurofighter com o Typhoon.
“A primeira coisa que o F-35 traz a Portugal é garantia à soberania de Portugal”, diz ao Jornal Económico Chauncey McIntosh, vice-presidente do F-35.
“Se olharem para a Europa e para qualquer adversário que queira causar dano ao país…. todos vão saber que Portugal tem superioridade aérea da melhor plataforma disponível no mundo que vai pô-los a pensar três vezes: quero mesmo entrar neste conflito? Porque conhecem as capacidades do F-35”, segundo o responsável.
Quanto custa? A companhia não revela valores, mas há uma estimativa de 5,5 mil milhões de euros para um total de 27 caças ao longo de 20 anos, segundo a estimativa feita pelo general Cartaxo Alves em 2024.
“Esta é uma plataforma europeia e a plataforma de escolha da Europa. Se Portugal se juntar nesta operação em sintonia com as outras nações vai providenciar uma Força Aérea Europeia para apoiar e defender a liberdade da Europa”, defende.
A nível mundial, o avião já conta com 20 países parceiros, com mais de 1.330 aviões entregues. Só a Europa vai contar com 700 F-35 até ao ano de 2035.
“O ambiente de segurança está a tornar-se cada vez mais complexo. Ser capaz de realizar várias missões no mundo de hoje e, mais importante, trazer para casa os pilotos em segurança… isso é importante para qualquer país, incluindo Portugal. OF-35 faz tudo isto e de forma perfeita”, defende, por sua vez, Rob Weitzman, diretor internacional de negócio.
Este caça tem sido testado em combate com sucesso nos teatros de guerra mais relevantes dos últimos anos. Duas das operações mais recentes são a ‘Fúria Épica’ lançada este ano contra o regime do Irão, que derrubou o ayatollah Ali Khamenei, a ‘Absolute Resolve’ na Venezuela que derrubou Nicolas Maduro, a ‘Shader’ e a ‘Inherent Resolve’ lançada pelos EUA e Reino Unido contra o Estado Islâmico na Síria e Iraque ou a ‘Rough Rider’ contra os Houthi no Iémen, a par do abate de drones russos sobre a Polónia em 2025, um historial de combate onde o F-35 leva grande vantagem face aos rivais.
Algures nas linhas de produção da fábrica gigante ouve-se uma comparação dos rivais com o F-35: “Para quê comprar um Honda quando se pode ter um Ferrari?”.
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