Como a FIA ajuda a manter os ralis seguros: muita vigilância e apoio de inteligência artificial
A FIA detalha o funcionamento do sistema de prevenção no WRC e ERC, com monitorização em tempo real de espectadores, Marshalls e equipas
A FIA coloca a segurança dos espectadores no centro da sua operação nos ralis, recorrendo a monitorização em tempo real, controlo remoto de imagens, no WRC e ERC, com muitas câmaras e apoio de inteligência artificial para identificar situações de risco durante as especiais. A FIA explica que o trabalho começa até seis meses antes de cada prova e envolve uma articulação estreita com os organizadores locais para garantir “os mais elevados padrões de segurança”.
Nicolas Klinger, responsável de segurança e delegado da FIA no WRC, descreve um processo que combina preparação antecipada, análise do percurso e acompanhamento permanente durante a competição. “O meu trabalho é supervisionar a segurança nos eventos do WRC, tanto para os espectadores como para os pilotos”, afirmou. Segundo o responsável, a avaliação das especiais inclui acessos, zonas elevadas para o público e potenciais áreas perigosas, servindo depois de base à implementação de Marshalls, fitas de delimitação e áreas de espectadores.
Controlo central acompanha as especiais em direto
Durante o rali, a FIA opera a partir do centro de controlo, onde acompanha as classificativas em direto com vários instrumentos. “Temos o tracking, onde seguimos os carros na especial, e recebemos toda a informação sobre acidentes ou outras ocorrências”, explicou Nicolas Klinger. A isso juntam-se planos de segurança elaborados pelos organizadores, ecrãs com imagens em direto e ferramentas de reprodução e gravação que permitem rever rapidamente qualquer incidente.
O responsável sublinhou ainda que posições inseguras de espectadores são sinalizadas e comunicadas de imediato aos organizadores. “Quando temos alguém numa posição perigosa, isso salta logo à vista no ecrã”, disse, acrescentando que o sistema também permite verificar, poucos carros depois, se a situação foi resolvida e se o público foi encaminhado para uma zona segura.
ERC usa câmaras com IA para identificar riscos
No ERC, Benjamin Schmidt, delegado de segurança da FIA, explicou que o modelo é semelhante, mas com maior concentração de funções num único responsável. “O meu papel é aconselhar e apoiar o organizador antes e durante o evento”, afirmou. O trabalho inclui a análise do dossiê de segurança e vistorias às especiais para detetar árvores, rochas, valas, muros ou vedações próximas da estrada, bem como pontos onde pequenas alterações possam reduzir a velocidade e aumentar a segurança.
Schmidt destacou ainda a utilização de câmaras com IA no Europeu. “Esta câmara de segurança com inteligência artificial ajuda-nos a identificar perigos na especial enquanto ela está a decorrer”, explicou. Quando o sistema deteta uma situação de risco, envia imagens para uma plataforma digital, permitindo ao operador alertar o chefe de segurança ou os comissários no terreno, que são depois enviados ao local para retirar pessoas de zonas perigosas e encaminhá-las para posições seguras.
A FIA sublinha assim uma tendência crescente no desporto automóvel: combinar supervisão humana, tecnologia e resposta rápida para reduzir o risco em provas disputadas em ambiente aberto e imprevisível.
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