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Jon Armstrong vê oportunidades no WRC27: menos performance, mas talvez mais espetáculo

Jon Armstrong vê oportunidades no WRC27: menos performance, mas talvez mais espetáculo

Jon Armstrong considera que os regulamentos do WRC27 podem representar uma mudança positiva para o Mundial de Ralis, ao aproximarem a performance entre os futuros carros da categoria principal e os Rally2 e ao alargarem o acesso competitivo ao topo da modalidade.
À margem do Rali de Portugal, o piloto irlandês assumiu uma posição distinta da de vários nomes mais experientes do campeonato, defendendo uma leitura mais ampla da reforma técnica, centrada no equilíbrio e na abertura da competição. Aceita que se perca performance em troca de maior competitividade, entendendo que isso é positivo para a competição.

Uma visão diferente dos pilotos mais veteranos
O debate em torno do WRC27 tem exposto uma clivagem geracional no paddock. Entre os pilotos mais jovens, a tendência é para olhar para o impacto global das novas regras; entre os mais veteranos, a preocupação recai sobretudo na perda de performance face às gerações mais rápidas de carros da história recente do campeonato.
Armstrong enquadrou precisamente essa diferença de perspectiva. Na sua leitura, o novo ciclo regulamentar pode beneficiar o desporto ao permitir a entrada de mais concorrentes capazes de lutar no escalão máximo. “Acho que é bastante interessante para o desporto haver potencial para mais concorrentes ao mais alto nível”, afirmou.
Para sustentar essa ideia, o britânico apontou o exemplo do Europeu de Ralis, onde vê já um modelo parcialmente semelhante. “No Campeonato da Europa já temos este formato de certa forma, em que qualquer piloto pode aparecer e ser competitivo no seu rali local, como em Itália e em Roma”, explicou, notando que esses eventos reúnem habitualmente pilotos muito rápidos.
Mais abertura, mesmo que nem todos gostem
Armstrong reconheceu, no entanto, que esta visão não será consensual entre quem está há mais tempo no WRC. “Talvez não seja tanto aquilo que a velha guarda quer, os pilotos que andam aqui há muito tempo, e talvez vejamos alguns deles retirarem-se no final deste ano”, observou.
Ainda assim, o piloto entende que a maior abertura competitiva é uma consequência desejável. “Torna-se mais aberto para toda a gente ter uma oportunidade, e acho que isso é uma coisa bastante boa”, defendeu.
Menos performance, mas talvez mais espectáculo
Na análise de Armstrong, a eventual perda de performance dos carros não significa necessariamente uma quebra de interesse desportivo. Pelo contrário, considera que o espectáculo pode até manter-se — ou mesmo beneficiar — com máquinas menos extremas.
“Depois de talvez um ano, penso que o espectáculo não será assim tão diferente, porque, para mim, gostei mais de ver os carros de 2016 do que aquilo que temos agora”, disse. O britânico explicou que esses carros “mexiam-se mais”, citando modelos como o Polo e o Fiesta, e acrescentou: “Para mim, isso era muito mais interessante de ver.”
No plano da pilotagem, admite que os concorrentes possam perder algo. “Por dentro, talvez percamos alguma coisa enquanto pilotos”, reconheceu. Mas a conclusão é clara: “Temos de pensar no quadro geral.”
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