Contratações de mil milhões no futebol chegam em 2031
São inevitáveis, estão para breve e vão mudar o paradigma das contratações a nível mundial: vêm aí as transferências de mil milhões de euros no futebol. No último relatório do Bank of America, intitulado “The Beautiful Game: BofA’s World Cup 2026”, é estabelecida uma fasquia temporal para aquilo que se julgava impossível há pouco motivo. Uma das tendências apontadas pela entidade financeira passa pelo encarecimento dos passes futebolísticos, ao ponto de poderem chegar à cifra mágica no início da primeira década. Mas há mais: o organismo adianta mesmo que os passes futebolísticos poderão num futuro próximo converter-se em ativos em bolsa e que poderiam tornar-se alvo de investimento, tal como acontece com as ações.
Quanto à previsão de mil milhões de euros, há quem a considere arriscada mas a verdade os valores das transferências estão a crescer a um ritmo alucinante (37% ao ano) e se continuarem a escalar desta forma, a primeira transferência de cariz bilionário está marcada para 2031 (e irá corresponder à inflação que se espera no mercado futebolístico). Se Portugal está prestes a bater o valor recorde de transferências internas (a anunciada transferência de Zalazar para o Sporting por 30 milhões vai bater o anterior recorde de 20 milhões, que pertencia a David Carmo desde 2022), na Europa, sobretudo nas Big5, há muito que se praticam somas absolutamente astronómicas.
A transferência mais cara da história do futebol foi protagonizada pelo brasileiro Neymar quando assinou pelo PSG no verão de 2017, vindo do Barcelona. Foi a primeira transferência a ultrapassar os 200 milhões e chegou aos 220 milhões. Da Arábia Saudita chegam rumores de que o fundo soberano (avaliado em 925 mil milhões de dólares) poderá estar a preparar uma nova investida junto de craques que militam no futebol europeu (há alguns nomes em cima da mesa como Vinicius Jr. e Kylian Mbappé) e que essa nova onda de grandes contratações poderá elevar a fasquia de uma forma nunca vista. Aí sim, o Bank of America acredita que as contratações bilionárias no futebol vão abalar o mundo das transferências tal como o conhecemos.
Além das contratações, o relatório que antecipa tendências do mundo do futebol também coloca o foco nos direitos televisivos e na forma como os mesmos vão passar necessariamente pelas plataformas de streaming. Para o Bank of America, o desporto-rei deve focar-se em modelos que já são utilizados pela Fórmula 1, NBA e NFL: a solução passa pela criação de plataformas de streaming e televisões próprias.
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