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Messi não garante ‘última dança’ com Cristiano Ronaldo: “No pior…”

Messi não garante ‘última dança’ com Cristiano Ronaldo: “No pior…”

Lionel Messi concedeu, esta quinta-feira, uma extensa entrevista à estação televisiva norte-americana ESPN, na qual abordou diversos temas, entre eles, o Campeonato do Mundo de 2026, que irá disputar-se nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México… e no qual ainda não decidiu se estará ou não presença, em representação da Argentina.
 
“A verdade é que temos falado bastante sobre isso. Ele [Lionel Scaloni, o selecionador] percebe, e temos falado bastante. Ele diz-me sempre que gostaria que eu estivesse lá, fosse qual fosse o papel. Nós temos uma relação de grande confiança, e podemos falar sobre tudo”, começou por afirmar o jogador que, aos 38 anos de idade, alinha ao serviço dos norte-americano do Inter Miami.
“Eu espero poder estar lá. Já disse, antes, que adoraria estar lá. No pior dos cenários, estarei lá a ver, ao vivo, mas vai ser especial. O Mundial é especial para toda a gente, para qualquer país, especialmente, para nós, porque vivemos a competição de uma maneira completamente diferente”, acrescentou.
Palavras que surgem a, sensivelmente, meio ano do apito inicial, do outro lado do Oceano Atlântico, onde um dos principais atrativos está relacionado com o facto de este ser, potencialmente, o último grande torneio que irá colocar, frente a frente, o argentino Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo.
Messi acredita no bicampeonato mundial
La Pulga mostrou-se, ainda, confiante de que a seleção albiceleste tem argumentos de sobra para renovar o título de campeã mundial: “A verdade é que temos jogadores extraordinários, e isso ficou à vista, ao longo dos anos, especialmente, com o desejo e entusiasmo sentido, desde que Scaloni chegou”.
“A mentalidade que todos têm… É um plantel repleto de vencedores, com mentalidades fortes, que querem vencer mais, e isso é contagiante. Dá para ver nos treinos, nos jogos… Se os vires a treinar, eles dão tudo. Somos um grupo fantástico, que se dá muito bem, mas, nos treinos ou em certos exercícios, se têm de entrar duro, entram duro”, sublinhou.
“Toda a gente dá tudo, e isso é uma enorme força deste grupo e desta seleção nacional. Scaloni e a sua equipa técnica construíram tudo isto. O ambiente do dia a dia vem deles. Continuam a aparecer novos jogadores. À parte dos que já lá estão, vão surgindo caras novas. Quando um grupo é assim, é mais fácil que os novos se integrem”, completou.
 
A terminar, Lionel Messi deixou um aviso, tendo em vista a participação naquela que é a principal competição de clubes do planeta: “A Argentina precisa de tirar proveito deste momento. Vir de uma vitória num Campeonato do Mundo dá-te a confiança e o alívio necessários para preparar as competições de uma maneira diferente”.
“Temos um grande grupo, e vamos tentar vencer, uma vez mais. Depois, pequenos detalhes podem deixar-te de fora. Qualquer seleção nacional consegue complicar-nos a vida. Acertas no poste e estás de fora, ou, então, perdes nos penáltis. Ainda que nós tenhamos ganho nos penáltis, fomos superiores contra Países Baixos e França”, recordou.
“Tínhamos o melhor, o Dibu [Emiliano Martínez], que nos ajudou a vencer, mas, mesmo assim, podes chegar aos penáltis e perder. É muito difícil conquistar um Mundial. É algo que é vivido de maneira diferente, enquanto espectador, enquanto jogador e enquanto adepto. Agora, olhando para o grupo, tenho a certeza de que irão lutar”, prosseguiu.
“Vencer retirou-nos um grande peso dos ombros. Jogar sem essa pressão é um alívio, mas, ao mesmo tempo, não nos garante nada, porque toda a gente quer derrotas os campeões do mundo. Há seleções nacionais muito boas, como Espanha, França, Inglaterra ou Brasil, que já não é campeão há algum tempo e quer vencer, novamente, assim como a Alemanha”, concluiu.
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