E-Prix do Mónaco: Dan Ticktum conquista segunda pole consecutiva, final foi com… Félix da Costa
Dan Ticktum voltou a impor-se na qualificação do E-Prix do Mónaco e assegurou este domingo a segunda pole position consecutiva no Principado, confirmando o forte andamento da Cupra Kiro numa volta lançada.
O piloto britânico selou o melhor tempo com uma volta dominante na fase decisiva dos duelos, depois de já ter sido o mais rápido no sábado, e ganhou novo protagonismo num fim de semana em que procura responder à desilusão causada pela penalização pós-corrida que lhe retirou o pódio.
António Félix da Costa, da Porsche, garantiu um lugar na primeira linha da grelha ao bater Jean-Éric Vergne por escassa margem e ao superar Taylor Barnard por apenas 0,001s nos duelos.
A final acabou, assim, por reeditar o frente a frente entre o português e Ticktum, depois do ‘duelo’ já vivido na véspera. Depois da final, o piloto português referiu que não teve teve tempo para colocar os pneus na janela ideal, daí a diferença.
Ticktum confirma superioridade nos duelos
A volta decisiva de Ticktum foi uma das mais expressivas do fim de semana. O piloto da Cupra Kiro destacou-se logo nos primeiros sectores e foi ampliando a vantagem ao longo da volta, terminando com uma margem próxima dos sete décimos de segundo na linha de meta. O ritmo evidenciado confirmou a competitividade do monolugar em circuito urbano e reforçou a candidatura do britânico a um resultado forte na corrida.
Antes de chegar à final, Ticktum já tinha deixado sinais claros do seu potencial. Liderou o Grupo A com uma volta em 1:28,492, à frente de Edoardo Mortara, Mitch Evans e Felipe Drugovich, numa fase em que nomes como Nyck de Vries e Nico Müller ficaram pelo caminho. Müller, que tinha sido o mais rápido no terceiro treino livre, terminou apenas com o sexto melhor registo do grupo e falhou o acesso aos duelos.
Félix da Costa resiste e garante primeira linha
No Grupo B, Taylor Barnard foi o mais rápido, seguido de Oliver Rowland, Jean-Éric Vergne e António Félix da Costa. Pascal Wehrlein, apesar de ter encontrado algum andamento, ficou eliminado, num revés importante para o piloto da Porsche e rival direto de Mitch Evans na luta pelo campeonato.
Da Costa destacou-se depois nas eliminatórias ao vencer Barnard por apenas 0,001s, numa das margens mais curtas da sessão. O português acabaria também por superar Vergne por alguns centésimos, assegurando a presença na final e reforçando a consistência da Porsche num momento importante do fim de semana monegasco.
Campeonato e incidentes marcam sessão intensa
A qualificação ficou ainda marcada por uma volta apagada de Maximilian Günther, que teria sido suficiente para o colocar em segundo no Grupo B, não fosse uma infração aos limites de pista. Também Wehrlein deu sinais de frustração com o comportamento do carro, chegando a lamentar via rádio: “É tudo o que este carro tem.”
Na frente do campeonato, Mitch Evans chega a esta ronda com uma vantagem de 15 pontos sobre Wehrlein, depois do segundo lugar conquistado no sábado. O neozelandês avançou até aos duelos, mas Mortara afastou-o nos quartos de final, naquela que foi mais uma demonstração de competitividade da Mahindra nas ruas do Mónaco.
Com Ticktum novamente na pole e Félix da Costa ao seu lado, o arranque da corrida promete reabrir um duelo que já marcou o sábado — agora com novos pontos, e novo peso, em jogo.
FOTO Jordan McKean / LAT Images
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