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24h de Nurburgring: Mercedes volta a vencer, Guilherme Oliveira no pódio da classe

24h de Nurburgring: Mercedes volta a vencer, Guilherme Oliveira no pódio da classe

A Mercedes-AMG venceu as 24 Horas de Nürburgring pela primeira vez em dez anos, com o #80 de Maro Engel, Luca Stolz, Fabian Schiller e Maxime Martin a impor-se numa edição marcada pelo colapso tardio da equipa de Max Verstappen. O neerlandês, que se estreava na clássica do Nordschleife, esteve muito perto de conquistar a vitória, mas a avaria num veio de transmissão no Mercedes #3, quando faltavam menos de três horas e meia para o fim, destruiu uma corrida que parecia controlada.

Desfecho amargo para Verstappen
Até esse momento, a formação partilhada por Verstappen, Daniel Juncadella, Jules Gounon e Lucas Auer tinha sido uma das referências absolutas da prova. A equipa liderou longamente durante a madrugada de domingo, depois de Verstappen ter ultrapassado Maro Engel e aberto vantagem no seu primeiro turno nocturno no Nordschleife.

O duelo entre os dois Mercedes chegou mesmo a incluir um toque a alta velocidade na Döttinger Höhe, antes de ambas as equipas aumentarem a margem de segurança entre si. Com ritmos praticamente idênticos, tudo indicava que a luta pela vitória ficaria resolvida entre os dois AMG, até que Juncadella começou a sentir vibrações anormais no #3. O espanhol ainda tentou continuar, mas foi chamado às boxes para uma reparação longa, depois de ser detectado um problema na transmissão.
A equipa viria a regressar apenas nas voltas finais, já fora da discussão, recebendo forte aplauso dos adeptos, particularmente mobilizados pela presença de Verstappen ao longo do fim de semana.
Vitória histórica do Mercedes
Do outro lado da garagem, o #80 capitalizou a situação e confirmou o triunfo. Para Maro Engel, tratou-se da segunda vitória absoluta na prova, depois de também ter integrado a última formação vencedora da Mercedes em 2016. Já Stolz, Schiller e Maxime Martin alcançaram o primeiro sucesso em Nürburgring, com Martin a igualar o feito do pai, Jean-Michel Martin, vencedor em 1992.
Fabian Schiller destacou a recuperação da equipa, que arrancou apenas de 25º após o acidente de Engel no Top Qualifying 3. “Partir de 25.º estava longe de ser ideal. Mas nas 24 Horas de Nürburgring nem sempre se trata de onde se começa”, afirmou. O piloto explicou que os turnos fortes de Engel permitiram chegar cedo à frente e considerou decisiva a escolha de pneus no momento em que começou a chover: “Foi a chuvada decisiva da corrida e fizemos exatamente a escolha certa.”
Pódio inédito para Lamborghini e Aston Martin
A luta pelos restantes lugares do pódio prolongou-se até ao fim. O Lamborghini #84 da Abt, com Luca Engstler, Mirko Bortolotti e Patric Niederhauser, segurou o segundo posto apesar de uma penalização de 86 segundos por excesso de velocidade em zona de Code 60, aplicada após a corrida. O Aston Martin #34 da Walkenhorst, com Christian Krognes, Mattia Drudi, Nicki Thiim e Felipe Fernandez Laser, fechou o pódio. Para ambas as marcas, foi o primeiro pódio de sempre nas 24 Horas de Nürburgring. Os BMW #99 da Rowe e #81 da Schubert completaram o top 5.
Corrida de desgaste e imprevisibilidade
A prova voltou a mostrar a dureza singular do Nordschleife. Depois de um arranque turbulento, os dois Mercedes ganharam vantagem ao acertarem em cheio numa paragem antes de uma das chuvadas mais fortes de sábado.
A partir daí, controlaram a corrida durante largas horas, num traçado onde o desgaste do carro, a meteorologia variável e os incidentes tornam a gestão tão importante como a velocidade.
Foi isso que também atingiu vários candidatos, entre eles o Porsche Manthey #911, o Ferrari Kondo #45, que chegou a liderar, e o Ford HRT #64.
No caso de Verstappen, o desfecho repetiu o padrão já visto nas provas NLS deste ano: uma exibição forte, interrompida não por erro dos pilotos, mas pela brutal exigência mecânica de uma corrida onde, mais do que em quase qualquer outra, talento e sorte raramente andam separados.
Guilherme Oliveira e os seus colegas de equipa, Yannik Himmels (Alemanha), Lluc Ibañez (Espanha) e Jörg Viebahn (Alemanha), no Mercedes-AMG GT4 da PROsport Racing, competindo na classe SP10 foram terceiros da classe SP9, atrás dos vencedores, o BMW M4 GT4 EVO #145 da Riller & Schnauck powered by Cerny Motorsport de Peter Cate, Joshua Bednarski, Tom Schütze e Jeroen Bleekemolen e do BMW M4 GT4 EVO #888 da Hofor Racing by Bonk Motorsport de Max Partl, Michael Schrey, Philip Wiskirchen e Thorsten Wolter.
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