Greve na Lusa a 20 de Maio contra novos estatutos e “ameaça à independência editorial”
Os trabalhadores da Agência Lusa cumprem amanhã, dia 20 de Maio, uma greve de 24 horas (das 00h00 às 24h00) em protesto contra o processo de reestruturação promovido pelo Governo e pela Administração da agência, bem como contra os novos estatutos que entraram em vigor em Janeiro e que, segundo os sindicatos, põem em causa a independência editorial.
A paralisação, convocada pelo Sindicato dos Jornalistas, SITESE e SITE CSRA, ocorre no mesmo dia em que o tema será debatido no Parlamento. Os trabalhadores exigem que o processo siga para comissão e que seja construído um quadro estatutário que proteja efetivamente a autonomia editorial da principal agência noticiosa portuguesa.
Várias estruturas sindicais já manifestaram publicamente a sua solidariedade. A CIL – Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Região de Lisboa emitiu uma nota de apoio total, considerando que as medidas em curso “colidem com princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa” e representam “um sério risco para a independência editorial, funcional e para a própria missão de serviço público da Agência Lusa”.
A CIL apelou ainda à participação ativa das comissões de trabalhadores na concentração marcada para amanhã, dia 20 de Maio, junto à Assembleia da República, entre as 11h00 e as 13h00.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP-IN, estará presente na concentração a partir das 11h30, manifestando o apoio da central sindical aos trabalhadores da Lusa.
Também o STT – Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual expressou total solidariedade, destacando a “instabilidade, ausência de valorização salarial, falta de transparência e as preocupantes ameaças à independência editorial”. O STT sublinha que “a defesa de uma agência noticiosa pública forte, independente e ao serviço do interesse público” exige o respeito pelos direitos dos trabalhadores e a garantia de liberdade de imprensa.
Os documentos de apoio enfatizam que a luta dos trabalhadores da Lusa é vista como uma causa mais ampla pela defesa da informação livre, plural e independente, essencial ao funcionamento democrático do país.
A greve e a concentração de amanhã pretendem dar visibilidade a estas preocupações no dia em que o assunto chega ao hemiciclo.
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