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Seguros Summit: Envelhecimento, evolução tecnológica e fenómenos climáticos são principais fatores de risco

Seguros Summit: Envelhecimento, evolução tecnológica e fenómenos climáticos são principais fatores de risco

O envelhecimento da população global, a evolução tecnológica e os fenómenos climáticos extremos são considerados os principais vetores que podem impactar a dimensão do risco para o ser humano. Esta ideia foi transmitida por Nuno Arruda, CEO da WTW, durante a segunda edição da conferência ‘Seguros Summit 2026’, organizada pelo Jornal Económico, que decorreu esta quarta-feira no hotel Dom Pedro, em Lisboa e tem como tema central o impacto da longevidade e da transformação social no setor.
Durante a apresentação do seu estudo intitulado, ‘o fator humano do risco – como novas vulnerabilidades estão a redefinir a resiliência”, o responsável destacou o facto da temperatura global ter aumentado 1,55 graus em relação ao período industrial, recordando que em 2024, foram deslocadas 42 milhões de pessoas devido a fenómenos climáticos extremos.
“Na Europa morreram mais de 60 mil pessoas. Tudo isto provoca vulnerabilidades sociais e económicas, na saúde física e mental, na educação e o emprego”, referiu, acrescentando que em relação ao fator do envelhecimento, 21,6% da população europeia tem atualmente mais de 66 anos, sendo que em Portugal essa percentagem aumenta para 24,6%.
“Uma sociedade envelhecida é uma sociedade mais vulnerável aos choques. Quando as pessoas chegarem à reforma não vão ter um seguro de saúde, mas muitas delas ainda vão estar a pagar empréstimos. Isto coloca stress sobre as economias, população e estados”, afirmou.
Já sobre a revolução tecnológica o CEO colocou o foco na Inteligência Artificial (IA) e de como esta não poderá ser uma substituta da vertente humana. “Retirar a inovação e imaginação humana de todos os processos do mundo em que vivemos, acarreta riscos, desde logo económicos”, realçou.
Até porque, considera que os impactos da Inteligência Artificial são profundamente humanos. “É importante termos uma perceção clara de como a queremos implementar. É inevitável os desafios sob o ponto de vista moral e ético. O bem-estar humano neste momento está condicionado por um futuro que desconhece”, sublinhou.

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