F1, GP do Canadá: Os desafios do fim de semana em Montreal
O Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, recebe a quinta ronda da temporada de Fórmula 1 de 2026. Além disso, recebe também a terceira corrida Sprint do ano, o que traz ainda mais desafios aos pilotos e às equipas, num traçado que, habitualmente, oferece corridas emocionantes.
A gestão de energia continua a ser o tema central. Caracterizado por retas longas e travagens fortes, o circuito conta com seis grandes zonas de travagem, cada uma precedendo secções de forte aceleração, o que exige uma gestão eficiente da recuperação e da entrega de energia. As oportunidades de regeneração fora das zonas de travagem são limitadas, o que trará um desafio extra às equipas. O novo limite de energia para a recuperação de energia impactará a estratégia na qualificação. As alterações no regulamento reduziram o limite de energia para a recuperação de potência na qualificação de 8 MJ para 6 MJ, afetando a distribuição de energia ao longo da volta, mas permitindo aos pilotos forçar mais.
Temperaturas baixas podem complicar
No que diz respeito à meteorologia, as temperaturas mais frescas, com máximas previstas entre 15 °C e 20 °C, combinadas com a baixa abrasividade do asfalto após as obras de beneficiação realizadas em 2024, tornaram mais exigente o aquecimento dos pneus, aumentando a probabilidade de graining. As equipas têm frequentemente dificuldades em aquecer os pneus, principalmente os dianteiros, o que afeta a aderência e a confiança ao longo da volta. O composto macio C5 deverá ser uma das opções preferidas para a corrida. A alocação de compostos é um nível mais dura do que em 2025 (sem C6 em 2026). Se as condições forem frias, o desafio para os pilotos com os pneus mais duros será grande.
McLaren e Mercedes como favoritas
Mercedes e McLaren apresentam-se como as principais candidatas à vitória, em linha com o observado em Miami. A unidade motriz Mercedes tem sido a referência, e as características de Montreal — traçado mais sensível à valia dos motores — alinham-se com os pontos fortes de ambas as equipas. Será também um fim de semana em que as equipas vão implementar profundos pacotes de melhorias. O desafio será acertar com a configuração certa em apenas um treino livre, sendo que as oportunidades de afinação fora de ambiente competitivo diminuem drasticamente.
A Red Bull, que se dá mal com curvas de alta velocidade, deverá beneficiar do traçado de Montreal, predominantemente de baixa e média velocidade. A boa prestação em Miami e a ameaça de chuva no sábado e no domingo poderão jogar a favor dos Bulls.
Da Ferrari surgem mais interrogações, com o novo pacote de melhorias a não permitir um salto qualitativo que permitisse à equipa jogar ombro a ombro com McLaren e Mercedes. Veremos se a Scuderia se conseguirá aproximar dos adversários, mas para já é uma das grandes incógnitas.
ADUO tem agora a palavra
Montreal encerra o primeiro período de avaliação do ADUO, o mecanismo de recuperação de desempenho da FIA para fornecedores de unidades motrizes em desvantagem. O primeiro período de avaliação, inicialmente previsto para encerrar após a sexta ronda, foi antecipado para a quinta ronda em Montreal devido ao cancelamento das provas do Médio Oriente em abril. Não está ainda confirmado se a FIA e a FOM tornarão públicos os beneficiários do mecanismo.
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