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Irão: ONU condena enforcamento de 2 homens por Teerão

Irão: ONU condena enforcamento de 2 homens por Teerão

As autoridades iranianas anunciaram hoje o enforcamento de dois homens acusados de pertencerem a “grupos terroristas separatistas”, sentença já condenada pelo Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Segundo o site Mizan, porta-voz do poder judicial da República Islâmica, “Ramin Zaleh e Karim Maroufpour foram enforcados por pertencerem a grupos terroristas separatistas, formarem um grupo com o objetivo de perturbar a segurança do país e por rebelião armada”.
Os dois homens, foram treinados para serem “agitadores”, adiantou a mesma fonte, e estiveram envolvidos em ataques contra as forças de segurança e planos de assassínio no oeste do Irão.
A data das suas detenções não foi divulgada.
O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, deplorou as execuções, referindo que “desde o início da escalada militar, pelo menos 34 pessoas foram executadas por motivos políticos e ameaças à segurança nacional, particularmente no contexto dos protestos de janeiro” contra o regime de Teerão.
“É inaceitável que as autoridades iranianas estejam a utilizar o atual conflito como ferramenta para abafar ainda mais a dissidência”, acrescentou Türk, instando as autoridades iranianas a “estabelecerem imediatamente uma moratória total sobre a pena de morte”.
Estas duas execuções ocorrem num contexto de aumento das execuções desde o início da guerra no Médio Oriente.
O Irão executou recentemente Ehsan Afreshteh, de 32 anos, acusado de ser “um espião treinado pela Mossad no Nepal que vendeu informações confidenciais a Israel”, e um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem para os serviços de informação israelitas e norte-americanos.
De acordo com organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais aplica a pena de morte a seguir à China.
As autoridades executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, um recorde desde 1989, segundo relatórios recentes da ONG Iran Human Rights e da organização Together Against the Death Penalty (ECPM), ambas sediadas na Noruega.

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