Farmacêuticas: Alemanha e França unem-se contra bloqueio regulatório em Bruxelas
Alemanha e França, as duas grandes potências económicas do bloco, decidiram lançar uma advertência conjunta para exigir “medidas urgentes” na política farmacêutica, segundo o “El Economista”.
“O mercado europeu de medicamentos corre um risco crescente de perder a sua atratividade e competitividade”, asseguram numa declaração assinada em Genebra pela ministra da Saúde alemã, Nina Warken, e pela ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist.
A mensagem de Paris e Berlim é clara: se a Europa não agir rápido, corre o risco de perder definitivamente peso na corrida mundial pela inovação biomédica. O risco já afeta tanto o acesso dos doentes a terapias inovadoras como a própria autonomia sanitária do continente.
O documento apresentado esta semana durante a Assembleia Mundial da Saúde exige medidas “urgentes” para acelerar reformas como a Lei da Biotecnologia ou a Lei dos Medicamentos Críticos, que estão há anos bloqueadas em Bruxelas, e recuperar assim a competitividade farmacêutica europeia face aos Estados Unidos, China e Índia na investigação, produção e desenvolvimento de novos medicamentos.
Embora a Europa represente ainda cerca de 25% das vendas farmacêuticas mundiais e conte com um mercado potencial de 520 milhões de cidadãos, o setor considera que a UE se tornou cada vez menos competitiva devido ao excesso de regulação, à lentitud bielo-burocrática e ao endurecimento de normas ambientais e laborais face a competidores asiáticos e norte-americanos.
A isto junta-se outro problema crítico, como é a “crescente deslocalização da produção farmacêutica”, segundo alertam os ministros. Durante a última década, boa parte do fabrico de princípios ativos e medicamentos essenciais foi transferida para países como a Índia e a China, uma dependência que ficou especialmente exposta durante a pandemia e as recentes tensões geopolíticas internacionais.
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