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TAP gera prejuízo de 39,9 milhões de euros no primeiro trimestre

TAP gera prejuízo de 39,9 milhões de euros no primeiro trimestre

A companhia aérea TAP gerou um prejuízo líquido de 39,9 milhões de euros, no primeiro trimestre, uma melhoria de 63,1%, face ao prejuízo de 131,6 milhões de euros do período homólogo.
Os rendimentos operacionais subiram 11% para os para os 914,4 milhões de euros, face aos 823,4 milhões do período homólogo, e os gastos operacionais desceram 0,1% para os 954 milhões de euros.
O custo com os combustíveis teve uma quebra de 16,1% para os 196,2 milhões de euros face aos 234 milhões de euros do ano anterior. Os custos operacionais de tráfego desceram 6,2% para os 181,6 milhões de euros, face aos 198,4 milhões de euros.
O crescimento dos rendimentos operacionais é justificado “pelo aumento das receitas de passagens e pela melhoria das receitas unitárias (PRASK +6,2%), num contexto de crescimento da capacidade (+3,9%). O segmento de Manutenção para terceiros registou também um contributo relevante, com um aumento de receitas de 31,8%”, salienta a empresa.
O lucro antes de juros e impostos (EBIT) foi negativo em 39,6 milhões de euros, uma melhoria de 69,9%, face aos 131,6 milhões do período homólogo. O lucro antes de juros, impostos, depreciação, e amortização (EBITDA) foi positivo em 92 milhões de euros, mais de 200%, face ao prejuízo de 9,5 milhões do ano anterior.
No primeiro trimestre a companhia aérea transportou 3,7 milhões de passageiros (+6,4%) e operou 27,3 mil voos (+1,5%). “O tráfego cresceu acima da capacidade, permitindo uma melhoria do load factor para 83,5% (+4,8 p.p.), com destaque para os mercados da América do Sul e América do Norte, em linha com a estratégia de reforço da operação transatlântica”, salienta.
“Mantivemos uma posição de liquidez sólida de 879,8 milhões de euros a 31 de março de 2026, tendo o rácio dívida financeira líquida/EBITDA melhorado para 2,2x, refletindo a redução da dívida e o reforço da geração operacional de resultados. No âmbito do Plano de Reestruturação, a TAP avançou, já após o fecho do trimestre, com a adjudicação da venda da Cateringpor ao Grupo Gate Gourmet e com a assinatura dos acordos para a alienação da totalidade da participação na SPdH à Menzies Aviation Portugal, operações que se encontram em curso e sujeitas às condições habituais”, sublinhou a empresa.
“A TAP apresentou um desempenho robusto no arranque do ano, com uma melhoria importante face ao período homólogo, demonstrando a capacidade da Companhia para executar com disciplina e responder às prioridades operacionais. Este desempenho reflete o foco na execução estratégica, com os mercados da América do Sul e da América do Norte a continuarem a desempenhar um papel determinante no crescimento. Num contexto exigente, marcado por pressões nos custos e desafios operacionais, continuaremos a privilegiar a disciplina, a eficiência e a qualidade da receita, assegurando um crescimento sustentável. Gostaria de agradecer a todos os Trabalhadores e parceiros da TAP, com especial reconhecimento às equipas envolvidas nos voos de repatriamento relacionados com o conflito no Médio Oriente”, disse o CEO da TAP, Luís Rodrigues.
A companhia aérea lançou também as suas perspetivas para o futuro. “A evolução das reservas mantém-se resiliente, sustentando níveis elevados de ocupação e melhoria das receitas unitárias. Antevê que o enorme impacto dos preços de combustível pressionará os próximos trimestres, sendo parcialmente mitigado por uma gestão disciplinada da capacidade, controlo de custos e ajustamentos de pricing via taxa de combustível. Continuaremos focados nos seus mercados estratégicos, na qualidade da receita e na execução do plano de modernização da frota, mantendo uma abordagem prudente e flexível face ao atual contexto internacional”, salienta a TAP.

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