Guterres insiste que Carta da ONU continua a ser a melhor esperança para a paz
O secretário-geral da ONU insistiu hoje que a Carta fundadora das Nações Unidas continua a ser a melhor esperança da humanidade para a paz, exortando o Conselho de Segurança a agir como guardião do direito internacional.
Num debate de alto nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sob o tema: “Defender os propósitos e princípios da Carta da ONU e fortalecer o sistema internacional centrado na ONU”, António Guterres observou que os propósitos e os princípios da Carta estão sob profunda pressão e que o mundo assiste a uma perigosa erosão do respeito pelo direito internacional.
“Princípios fundamentais – igualdade soberana, integridade territorial, independência política, proibição da ameaça ou do uso da força – estão a ser contestados ou ignorados. As violações ficam impunes. A impunidade está a alastrar”, lamentou.
O antigo primeiro-ministro português assinalou que, atualmente, o mundo enfrenta o maior número de conflitos desde a fundação da ONU e que a violência está a expandir-se em escala e complexidade.
Guterres apontou responsabilidades ao Conselho de Segurança da ONU, sublinhando que “o mundo está a observar e a exigir ação, não apenas palavras”.
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