EDP arranca com projeto solar no Japão que envolve Amazon
A EDP, através da EDP Renewables APAC, assinalou, esta quinta-feira, a entrada em operação de um projeto solar de grande escala com 44 MWp (megawatt-pico) em Fukushima, no Japão.
“O projeto opera no âmbito de um contrato de compra de energia (Power Purchase Agreement – PPA) de longo prazo com a Amazon, apoiando o compromisso da empresa de atingir a neutralidade carbónica em todas as suas operações até 2040”, refere a energética portuguesa.
O parque solar tem uma área de 60 hectares, resultante da reconversão de um antigo campo de golfe desativado. “É constituído por mais de 63 mil painéis solares e é, até à data, o maior projeto solar da EDP no Japão. Estima-se que produza mais de 48 GWh (gigawatt hora) de energia por ano”, acrescentou a empresa liderada por Miguel Stilwell d’Andrade
A empresa sublinhou que o projeto superou “as previsões de produção de energia” durante as fases de testes e comissionamento. “Atualmente, apresenta uma taxa de disponibilidade superior a 98%, estabelecendo uma base de desempenho sólida que supera os indicadores médios de novas centrais elétricas”, acrescentou a energética.
“Este é o segundo PPA celebrado entre a EDP e a Amazon na região Ásia‑Pacífico (APAC), depois de um projeto solar em Singapura, em 2021. O acordo faz parte de uma colaboração estratégica que começou em 2015 com um parque eólico em Ohio e continua a se expandir. A nível global, a Amazon já contratou mais de 1,4 GW (gigawatt) de capacidade renovável em vários projetos da EDP”, diz a empresa.
O Diretor de Infraestruturas APAC da Amazon Web Services, Cameron Evans, disse que a colaboração com a EDP em vários países, incluindo este projeto solar em Fukushima, “é fundamental” para alcançar o objetivo da Amazon de atingir a neutralidade carbónica em todas as suas operações até 2040.
“Ao reconverter um campo de golfe desativado numa fonte de energia limpa para a rede local, este projeto demonstra como o investimento em energias renováveis pode impulsionar simultaneamente a regeneração ambiental e o desenvolvimento das comunidades”, acrescentou Cameron Evans.
“Ao trabalharmos em conjunto com a EDP para levar mais energia renovável às redes locais no Japão, em Singapura e um pouco por todo o mundo, estamos a escalar estrategicamente infraestruturas de energia limpa que beneficiam tanto as nossas operações como as comunidades onde estamos presentes”, reforçou Cameron Evans.
O CEO da EDP, Miguel Stilwell d’Andrade, referiu que a entrada em operação do projeto solar de Fukushima demonstra como as energias renováveis se tornaram um “motor estratégico” para empresas e economias.
“Ao combinar soluções ligadas à rede com colaborações de longo prazo, como a estabelecida com a Amazon, estamos a fornecer soluções energéticas resilientes e competitivas, ao mesmo tempo que apoiamos a transição para um futuro totalmente eletrificado e sustentável”, salientou Miguel Stilwell d’Andrade.
A energética portuguesa destacou ainda os seus “planos ambiciosos” para se afirmar como um “agente relevante” da estratégia energética do Japão, através do “desenvolvimento de um pipeline doméstico” de projetos com mais de 500 MWp até 2030 e além, contribuindo diretamente para os objetivos do país em matéria de independência energética.
“Para além da energia solar, a estratégia de energias renováveis da EDP no Japão inclui também sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). A empresa pretende aumentar de forma significativa o seu portefólio de projetos de BESS, garantindo um fornecimento contínuo e fiável de energia, mitigando a variabilidade da produção e reforçando a rede elétrica nacional. Com este marco no Japão, a EDP continua a executar a sua estratégia de aceleração da eletrificação global, focada em ativos de elevada qualidade, contratados a longo prazo, que fornecem energia segura e estável e criam valor duradouro para clientes e comunidades”, disse a energética portuguesa.
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