Miranda Sarmento destaca entrada da Natixis em Lisboa. “Estes projetos transformam a competitividade da economia portuguesa”
Miranda Sarmento considera que a presença de empresas como a Natixis são um sinal de que Portugal é visto como um país de confiança e onde vale a pena investir. O Ministro das Finanças marcou presença na inauguração da empresa que depois do Porto, chega agora a Lisboa, com sede no Oriente Green Campus. “Este é o tipo de projetos que temos atraído nos últimos anos e precisamos continuar a atrair porque não é apenas a escala e o impacto direto, mas também como eles transformam a produtividade e a competitividade da economia portuguesa”, afirmou.
O ministro traçou em três pontos a importância da empresa, que representa a área de banca de investimento do Grupo BPCE, e que no país que já conta com 3.300 colaboradores entre Lisboa e Porto, mas tem como objetivo atingir os quatro mil até ao final de 2029 e que para Miranda Sarmento “tem impacto por si só numa pequena economia como a de Portugal”.
“Portugal precisa de projetos como este. Sabemos que ainda temos uma economia com baixa produtividade, baixa competitividade, mas somos capazes de atrair grandes projetos na indústria, mas também em serviços que transforma a economia portuguesa”, realçou.
O ministro acredita que este projeto é um sinal de confiança para o país, recordando que o BPCE é o segundo maior banco em França, o quarto maior banco da Europa e foi capaz de decidir investir em Portugal, dando o exemplo da compra do novobanco.
“Foi a maior operação de M&A no setor bancário nos últimos dez anos, e isso mostra uma enorme confiança dos investidores internacionais em Portugal”, salientou.
Para Miranda Sarmento esta aquisição foi também um exemplo para a Europa, relembrando que nas reuniões do Eurogrupo e Ecofin com os meus colegas se fala sobre como os bancos devem crescer e criar escala europeia. “Mas sempre que um banco de um país tenta comprar um banco de outro país, o governo do país, do banco que está a ser comprado, diz não. E nós fomos os primeiros a dizer ao BPCE são muito bem-vindos. Não temos nenhum problema pelo contrário”, sublinhou.
Como tal, o ministro destacou que Portugal deu o exemplo de como um grande banco europeu pode comprar um banco nacional relativamente grande em Portugal, trazer valor, não só para os acionistas do BPCE, mas também para o país e para a economia.
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