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Gonçalo Henriques perde luta pela vitória no Rali de Lisboa após pião, mas reforça ambição

Gonçalo Henriques perde luta pela vitória no Rali de Lisboa após pião, mas reforça ambição

Gonçalo Henriques e Gonçalo Cunha terminaram o Rali de Lisboa no quinto lugar da geral, depois de terem discutido a vitória até à penúltima classificativa, onde um pião em Alenquer 2 travou o ataque da dupla do Team Hyundai Portugal. Quando entraram nesse troço, estavam a 7,7 segundos da liderança, mas o incidente, agravado pelo tempo perdido a voltar a pôr o carro a trabalhar, afastou-os definitivamente da luta pelo triunfo.
Pião em Alenquer 2 travou ataque final
Até esse momento, a formação do Hyundai i20 N Rally2 tinha sido uma das protagonistas de uma prova marcada pelo equilíbrio e pela incerteza. Ao longo do rali, Henriques e Cunha mantiveram-se na discussão dos lugares da frente, numa luta cerrada com Pedro Almeida e Ruben Rodrigues, sustentada por um andamento consistente e por “cronos muito interessantes”, como resumiu o piloto de Vila Nova de Poiares.
“Foi uma prova bastante positiva. Desde o primeiro momento que estivemos na luta pelo primeiro lugar”, afirmou Gonçalo Henriques, sublinhando que a equipa voltou a demonstrar que “têm de contar connosco na discussão das vitórias”. O piloto recordou que, até à entrada para a segunda passagem por Alenquer, “foi sempre ao ataque, num ritmo alucinante”, até surgir o momento decisivo: “Numa travagem depois de uma zona bastante rápida, não consegui evitar um pião.”
Henriques explicou que o contratempo teve um impacto imediato nas aspirações da dupla: “Para além do tempo perdido, ainda demorei a voltar a ligar o carro, pelo que ali se esfumou qualquer hipótese de lutar pela vitória. Pior do que isso, desci para o quinto lugar.”
Andamento deixa sinais positivos
Apesar do desfecho, o balanço competitivo foi assumido como encorajador. O piloto considerou que a primeira passagem por Alenquer foi o troço mais penalizador para a equipa, admitindo que algum desconhecimento do carro em determinadas situações ainda pesou no rendimento. “A experiência é mesmo assim, vai-se ganhando”, observou.
Na segunda passagem, porém, a abordagem já era claramente ofensiva. “Vínhamos a dar tudo, vínhamos muito bem, os parciais dizem isso, as nossas sensações dentro do carro dizem o mesmo, mas mais vale morrer de pé do que viver de joelhos”, afirmou, numa leitura que espelha o risco assumido na tentativa de chegar ao primeiro lugar. Mesmo lamentando o erro, Henriques insistiu na nota positiva: “Claro que estamos tristes com isso, mas estamos muito contentes com o nosso andamento.”
Campeonato mais apertado
O quinto lugar permitiu, ainda assim, somar pontos importantes para o campeonato, no qual Gonçalo Henriques ocupa agora o quarto lugar provisório. O piloto reconheceu que as contas “vão ficando um bocadinho mais complicadas”, mas recusou qualquer sinal de resignação.
Na fase final do rali, a dupla ainda tentou recuperar terreno na Power Stage, com o objetivo de regressar ao pódio e subir ao segundo posto entre os concorrentes do CPR. “Fomos para a Power Stage com vontade de recuperar alguma coisa”, explicou, admitindo, contudo, a superioridade de José Pedro Fontes nessa fase decisiva: “Parabéns ao Zé Pedro, fez uma classificativa brilhante.”
Apesar da oportunidade perdida em Lisboa, Henriques entende que o rali deixa uma mensagem clara para a concorrência. “Para nós ficou o registo de um excelente andamento, e mais uma jornada de aprendizagem para os próximos ralis”, afirmou. E deixou um aviso direto para as próximas provas: “Vão ter de contar connosco.”
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