Exportações de relógios suíços para os EUA caíram a pique em abril
As exportações de relógios suíços para os Estados Unidos caíram mais de metade em abril, após um forte aumento registado no ano passado, quando os fabricantes aceleraram o envio dos seus produtos para o país antes da entrada em vigor das tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump.
As exportações suíças de relógios, no seu conjunto, diminuíram 16,6% em abril em comparação com o mesmo mês do ano anterior, sendo os EUA o mercado com a maior queda, de 56,4%. “Os EUA continuam difíceis de interpretar, porque os efeitos das tarifas e dos inventários ainda estão a criar um padrão de oscilações que deverá manter-se ao longo do ano”, escreveu o analista Jean-Philippe Bertschy, analista do Vontobel, banco suíço especialista em gestão de investimentos.
As exportações para França, por sua vez, mantiveram a tendência de crescimento, com um aumento de 46,3%, devido ao redirecionamento de mercadorias dentro da Europa, e não a um aumento da procura. Embora praticamente todas as categorias de materiais tenham registado quedas, os relógios fabricados com metais preciosos sofreram a maior redução em valor (-24,3%), seguidos pelos modelos em aço (-18,1%).
Segundo a Federação da Indústria Relojoeira Suíça, as exportações suíças de relógios recuaram 1,7% em 2025, para 25,552 mil milhões de francos suíços (cerca de 27,682 mil milhões de euros), depois de já terem caído 2,8% em 2024. Em volume, a descida foi ainda mais expressiva: 14,6 milhões de unidades em 2025, menos 4,8% do que no ano anterior.
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