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F1, GP do Mónaco: A joia da coroa – Informações, estatísticas e horários

F1, GP do Mónaco: A joia da coroa – Informações, estatísticas e horários

É chegado o fim de semana mais esperado da F1, onde o glamour do Mónaco se mistura com a adrenalina da pista. É também onde o champanhe deixa de ser apenas uma bebida para ser símbolo de uma conquista desejada por todos, mas apenas ao alcance dos 22 pilotos que estarão em pista no próximo fim de semana. Está aí o GP do Mónaco.
Apesar de ser cada vez mais criticado pelas características técnicas do circuito, que promove poucas ultrapassagens, o Grande Prémio do Mónaco é muito mais do que uma corrida: é um dos maiores eventos sociais e históricos do calendário da Fórmula 1, combinando tradição e glamour nas ruas do Principado. Disputado desde 1929, o circuito urbano atual tem 3,337 quilómetros, 19 curvas de ângulos muito apertados e uma velocidade média significativamente inferior à das restantes provas do Mundial. É uma das provas com maior tradição na história da Fórmula 1, e a edição deste ano será a 72.ª disputada no Principado. Ayrton Senna mantém-se como o piloto mais bem-sucedido em Mónaco, com seis vitórias, mais uma do que Graham Hill e Michael Schumacher. Entre os construtores, a McLaren lidera com 16 triunfos, seguida da Ferrari, que soma 10. No domínio das poles, Senna continua a ser a referência, com 5, e a Ferrari é a equipa que mais vezes o conseguiu, com 10. Também Senna é o piloto com mais pódios (8) e a Ferrari a equipa que mais vezes terminou no top 3 (58).

IT’S MONACO BABY! 🇲🇨🙌
It’s Race Week on the streets of Monte Carlo 😎#F1 #MonacoGP pic.twitter.com/TtWZDRTmYW
— Formula 1 (@F1) June 1, 2026
A tradição e a exigência
O circuito utiliza essencialmente as duas faixas normais de circulação urbana, o que resulta numa pista extremamente estreita e praticamente sem zonas de escapatória. Os rails acompanham todo o traçado e são frequentemente “beijados” pelos pilotos, que procuram ganhar centímetros preciosos seguindo a trajetória ideal. Ao longo das 78 voltas, a velocidade média é a mais baixa do campeonato e, em alguns pontos, os monolugares reduzem até cerca de 50 km/h, tornando Mónaco num desafio particular para a pilotagem e para a concentração.
Do ponto de vista técnico, é um dos fins de semana mais complexos para as equipas, que afiam os carros com carga aerodinâmica máxima e colocam praticamente todo o foco na qualificação, dado que as oportunidades de ultrapassagem em corrida são extremamente limitadas. Para o Mónaco escolhe-se sempre a gama mais macia de pneus, este ano os C3, C4 e C5, para garantir o máximo de aderência num asfalto muito liso. Para esta edição foi colocada uma nova camada de asfalto entre as curvas 19 e 1, entre a curva 7 e a entrada do túnel, bem como na entrada e saída da via das boxes. Pode registar-se algum graining, mas sem impacto relevante no comportamento global, uma vez que, no Principado, os pneus são sobretudo sujeitos a cargas de tração.

That Monaco type of iconic 🤩🙌#F1 #MonacoGP pic.twitter.com/HaX0Jtsp9N
— Formula 1 (@F1) June 2, 2026
Estratégias a ter em conta
A baixa degradação dos pneus faz com que, em condições normais, a corrida seja tradicionalmente disputada com uma única paragem nas boxes. A estratégia é frequentemente condicionada por neutralizações e bandeiras vermelhas, relativamente comuns devido às características da pista, à proximidade dos rails e à dificuldade em remover carros sem interromper a prova. Em 2024, por exemplo, uma bandeira vermelha logo na primeira volta permitiu aos pilotos cumprir de imediato a obrigatoriedade de usar dois compostos, gerindo depois o restante Grande Prémio com uma divisão entre estratégias de médios e duros. Em 2025, a corrida foi marcada pela exigência de utilização de pelo menos três jogos de pneus, incluindo um dos dois compostos obrigatórios (médios e duros); a maioria dos pilotos optou por combinações de médios e duros, enquanto os seis carros que tinham apenas um jogo de C5 e C4 utilizaram os três compostos (incluindo o C6 soft), com stints de durações muito variadas.

If driving perfection was a thing… 🤩
Brushing up against the barriers in Monaco is just part of the job! 🤏#F1 #MonacoGP pic.twitter.com/N3qNrnqb76
— Formula 1 (@F1) June 1, 2026
A qualificação é o momento alto
A qualificação é talvez o momento mais importante do fim de semana, decidindo a posição na grelha e, por conseguinte, lançando os dados para a sorte no domingo. No ano passado, Lando Norris fez a pole, com o tempo de 1:09.954, a volta mais rápida registada no Principado. A pole permitiu chegar à vitória em 46,48% dos GP realizados. Mas o Mónaco é também palco do inesperado, e Olivier Panis largou do 14.º lugar em 1996 e venceu a corrida. Do atual lote de pilotos, apenas seis venceram no Mónaco (Lewis Hamilton, Max Verstappen, Charles Leclerc, Fernando Alonso, Lando Norris e Sérgio Pérez). Nas últimas dez edições, Charles Leclerc conquistou três poles, Lewis Hamilton duas, Max Verstappen uma, Kimi Räikkönen uma e Daniel Ricciardo também inscreveu o seu nome na pole. No que diz respeito a vitórias nas últimas cinco edições, Norris, Leclerc, Verstappen (duas vezes) e Pérez conseguiram festejar. Nas últimas dez corridas não houve quem conseguisse vencer pelo menos duas vezes consecutivas.
Horários:
Sexta-Feira

TL1 – 12:30
TL2 – 16:00

Sábado

TL3 – 11:30
Qualificação – 15:00

Domingo

Corrida – 14:00

Foto: Philippe Nanchino
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