Distribuição farmacêutica portuguesa já produz 1,49 milhões de kWh de energia renovável
No Dia Mundial do Ambiente, que se celebrou esta sexta-feira, dia 5 de junho, a Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA) revela avanços significativos na jornada do setor em direção à neutralidade carbónica, até 2040, com uma redução global de 7% nas emissões de gases com efeito de estufa entre 2021 e 2024. O associação diz que o compromisso, assumido em 2022, alinha-se com as metas nacionais e europeias, visando uma distribuição farmacêutica mais sustentável e eficiente.
Os dados mais recentes, compilados pela ADIFA, indicam que, entre 2021 e 2024 foi registada uma redução global de 7% nas emissões de gases com efeito de estufa, fruto de melhorias operacionais, maior eficiência logística e reforço dos mecanismos de reporte ambiental. “Em 2024, a pegada carbónica consolidada da distribuição farmacêutica de serviço completo situou-se em 21.548,2 toneladas de CO₂ equivalente”, refere o comunicado.
“O transporte e os combustíveis continuam a representar a principal componente das emissões do setor, refletindo a natureza desta atividade económica e a necessidade de assegurar o abastecimento diário de medicamentos em todo o território nacional. Ainda assim, entre 2021 e 2024, os distribuidores farmacêuticos conseguiram reduzir em 24% as emissões associadas ao combustível da frota e em 23% as emissões relacionadas com o transporte a montante”, acrescenta a ADIFA.
Estas melhorias são atribuídas à otimização de rotas, eficiência logística e à introdução gradual de veículos de baixas emissões.
Nuno Flora, Presidente Executivo da ADIFA, sublinha a importância de conciliar a missão de interesse público de garantir o abastecimento diário de medicamentos com a redução do impacto ambiental. “Os resultados alcançados nos últimos anos mostram que é possível avançar nessa trajetória sem comprometer a qualidade e a capilaridade do serviço prestado aos cidadãos”, afirma Nuno Flora.
A transição energética é outra prioridade, com a produção de energia renovável através de instalações fotovoltaicas a atingir 1,49 milhões de kWh em 2024, resultando numa autonomia energética de 10%. O setor tem também investido na iluminação LED, modernização de sistemas de climatização, auditorias energéticas e contratação de eletricidade de fontes 100% renováveis.
Além disso, a estratégia de sustentabilidade da ADIFA abrange a gestão de materiais e processos, com medidas como a reutilização de materiais, aquisição de produtos reciclados, faturação eletrónica e desmaterialização documental. A formação e sensibilização dos profissionais para as boas práticas ambientais são igualmente cruciais para este progresso.
Nuno Flora reforça o compromisso do setor com um ecossistema de saúde mais sustentável, salientando que a descarbonização é uma responsabilidade assumida com total determinação, não só pelo futuro do planeta, mas também para assegurar a resposta às necessidades da população portuguesa. A ADIFA continuará a monitorizar a pegada carbónica do setor, promovendo a harmonização do reporte ambiental e o alinhamento com as metas climáticas nacionais e europeias.
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