Lisboa e Porto concentram investimento no mercado de retalho nacional
A cidade de Lisboa e do Porto são os principais mercados imobiliários nacionais, de acordo com o mais recente relatório da consultora imobiliária eRetail.
Com 15,9 milhões de dormidas, a capital portuguesa lidera o turismo português, seguida do Porto, que conseguiu chegar aos 10 milhões de dormidas. Já em termos de consumo, em Lisboa os dados mostram uma concentração de 51,3% de compras, enquanto na zona Norte concentram-se 19,1%. De acordo com a consultora, esta tendência leva a que a taxa de ocupação dos espaços imobiliários das duas cidades está praticamente lotada.
Lisboa continua a ser um dos mercados retalhistas mais importantes do país, com uma faturação de 20 mil milhões de euros em 2025, o que corresponde a 29% do total nacional.
Este valor deve-se ao aumento do investimento das marcas de luxo nas principais ruas da capital, que têm acompanhado o aumento do turismo na cidade.
A restauração, a moda e a secção de luxo lideram a procura pelos principais espaços comerciais nesta cidade. Sendo que 65 dos espaços já estão ocupados por moda. Atualmente a disponibilidade de espaços na capital é de 5%.
“Caracterizada pelo comércio direto à rua, e reduzidas zonas de centro comercial, o eixo principal do centro de Lisboa sofre, contudo, com uma baixa rotação de espaços e escassez de novos comércios, o que torna a pressão imobiliária maior, aumentando as rendas”, revela o estudo.
Os dados mostram que as rendas mais baixas são dos espaços com área superior a mil metros quadrados, enquanto os espaços de menor tamanho têm rendas mais elevadas.
Já no Porto, o crescimento de renda no ano passado situou-se nos 9,5%, tendo-se tornado um “centro de atração de investimento”.
As rendas na invicta são ligeiramente mais baixas do que na capital, com o metro quadrado a oscilar entre os 50 euros e os 160 euros.
Enquanto a Avenida da Liberdade é a principal escolha em Lisboa, no Porto, é a Avenida dos Aliados que domina com marcas de luxo. Contudo, os Clérigos têm-se tornado atrativos para os turistas e combinam “retail urbano com a principal zona de ócio noturno da invicta”.
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