Direitos TV no futebol: 90% da receita será distribuída pelos clubes da Liga
Está dado mais um passo para a efetivação da centralização dos direitos televisivos (obrigatória a partir de 2028/29) do futebol profissional em Portugal com a aprovação, esta segunda-feira, da proposta de chave de distribuição, uma fórmula que mereceu o parecer favorável de 80% dos votos.
A 17 de abril deste ano, os clubes da Liga já tinham aprovado a comercialização conjunta dos direitos audiovisuais com mais de 92% dos votos, um ato eleitoral que contou com o voto contra do Benfica e a abstenção do Nacional.
A estimativa da Liga Portugal é que o valor global angariado pelos direitos televisivos dos clubes em Portugal possa atingir um máximo de 225 milhões por temporada, ou possa mesmo ultrapassar este valor se existir a revenda destes pacotes para outras plataformas de transmissão.
Esta segunda-feira, a Liga propôs à votação a chave de distribuição destas verbas, um modelo que já tinha sido apresentado numa Cimeira de Presidentes e que propunha que 90% das receitas arrecadadas fosse direcionado para os cofres das SAD da Liga, sendo que os restantes 10% ficariam para os clubes da Liga 2.
No principal escalão do futebol português, esta divisão de verbas vai ser feita com cinco critérios como base desta distribuição. Como seria de esperar, 44,2% dessa verba vai naturalmente depender do mérito desportivo mas não apenas da classificação final já que critérios como o histórico de classificações e a contribuição para o ranking da UEFA também vão contar. Já 33,2% das receitas dos direitos TV vão ser distribuídos em partes iguais por todos os clubes do primeiro escalão. A restantes percentagens vão ter em conta critérios como as assistências médias e audiências televisivas (17,6%), as condições disponibilizadas para as transmissões (3%) mas também a qualidade dos relvados, iluminação e condições de trabalho para os media (1%).
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