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24h Le Mans: Félix da Costa tenta ajudar a salvar o A424

24h Le Mans: Félix da Costa tenta ajudar a salvar o A424

As 24h de Le Mans são “a” montra da resistência, a prova que todos querem vencer, mas apenas alguns conseguem. É normal que todas as equipas apostem as fichas todas neste evento, mas para a Signatech esta edição tem um peso suplementar.
A Signatech, estrutura responsável pelo programa Hypercar da Alpine no WEC, chega às 24 Horas de Le Mans 2026 numa semana decisiva para o seu futuro, procurando um resultado de destaque que atraia potenciais parceiros para 2027. A Alpine confirmou em fevereiro a sua saída da categoria Hypercar no final desta época, deixando a Signatech a trabalhar contra o relógio para assegurar a continuidade na competição.
Philippe Sinault, responsável da Signatech, admitiu que manteve contactos entre as últimas corridas, mas que nenhum acordo concreto foi fechado até ao início da semana de Le Mans. O dirigente descartou também qualquer hipótese de os carros regressarem com a identidade Alpine A424, seja num projeto semi-oficial ou oficial, afastando essa via para o futuro da equipa.
A BYD tem sido apontada como o candidato mais provável para assumir o programa, mas outros fabricantes chineses como a Geely, a Chery e a Great Wall também são considerados candidatos viáveis. Sinault confirmou que existem conversas em curso com vários construtores e investidores, mas foram colocadas em pausa durante a semana de Le Mans, devendo retomar após a corrida. O responsável alertou que, se nada estiver definido após o verão, a situação poderá tornar-se muito difícil, sublinhando que um hiato de um ano tornaria praticamente impossível reter pilotos e pessoal técnico.
“Há muitos rumores, mas continuam a ser rumores” afirmou Sinault, citado pelo dailysportscar.com. “Fala-se da BYD e por aí fora, mas nunca me encontrei com ninguém da BYD. O meu principal trabalho é provar às pessoas que temos um bom nível de desempenho e que conseguimos fazer um bom trabalho. Se alguém quiser falar comigo diretamente, ficaria feliz em conversar. Toda a gente quer que sobrevivamos. Estamos muito tocados, profundamente, com isso. Mas agora é altura de entregar resultados. Nada está definido. Para ser claro, estamos na mesma dinâmica com a Alpine e a Signatech para trabalhar no futuro, mas nada está definido. Uma parte do trabalho é fazer um bom resultado nesta corrida. Pode ser uma ajuda, e depois da corrida retomaremos o trabalho.”
“Esperávamos ter algo a dizer esta semana. Não é o caso. O tempo passa. Após este verão, se nada acontecer, pode tornar-se difícil. Neste momento estamos a caminho de ter algo a dizer no final do verão. Continuamos focados no próximo ano.”
Assim, a pressão nos homens e mulheres da Alpine, onde se inclui António Félix da Costa, é ainda maior do que seria expectável. A equipa luta por um bom resultado, que pode significar a permanência da estrutura na competição.

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