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Unidade de Combate à Fraude da Visa trava mais de 2,2 mil milhões em burlas

Unidade de Combate à Fraude da Visa trava mais de 2,2 mil milhões em burlas

A Visa anunciou que a sua equipa especializada em combate à fraude, Visa Scam Disruption (VSD), já identificou mais de 2,2 mil milhões de euros em tentativas de burla a nível global desde a sua criação, há pouco mais de dois anos. O anúncio foi feito durante a Global Anti-Scam Alliance Summit, que decorreu esta semana em Lisboa.
Segundo a empresa, o montante representa um aumento significativo face aos números divulgados em outubro de 2025, tendo sido sinalizados mais 1,4 mil milhões de euros em atividades fraudulentas nos últimos meses. Apenas no segundo semestre de 2025, a equipa VSD identificou mais 22% de burlas do que no período homólogo.
A Visa Scam Disruption é uma unidade dedicada à deteção e interrupção de esquemas fraudulentos antes que estes afetem consumidores e empresas. Com recurso a análises avançadas e à inteligência gerada pela rede global da Visa, a equipa consegue identificar padrões suspeitos e redes criminosas organizadas, mesmo quando as transações aparentam ser legítimas.
“As burlas são globais, adaptáveis e rápidas — e combatê-las exige o mesmo. A Unidade de Combate à Fraude da Visa utiliza a inteligência de toda a nossa rede global para conectar sinais entre mercados, detetar ameaças em evolução mais cedo com capacidades de IA e ajudar a travar burlas com parceiros-chave do ecossistema, antes que prejudiquem os consumidores. Os 2,2 mil milhões de euros em atividade de burla que identificámos mostram tanto a escala do desafio como o valor de o interromper na origem”, afirmou Rita Mendes Coelho, Country Manager da Visa em Portugal.
Entre os casos recentes identificados pela equipa europeia da VSD destaca-se uma burla disseminada através das redes sociais, conhecida como “burla de inquérito”. O esquema prometia produtos como packs de beleza, câmaras digitais ou kits de ferramentas a preços muito reduzidos. Após efetuarem uma compra inicial, os consumidores eram inadvertidamente inscritos em subscrições com pagamentos recorrentes de valor significativamente superior.
A investigação permitiu identificar cerca de 1.000 comerciantes ligados ao esquema, distribuídos por 21 adquirentes europeus. De acordo com a Visa, a operação criminosa terá gerado aproximadamente 85 milhões de euros em ganhos fraudulentos, tendo sido posteriormente desmantelada.
A Visa destaca que o sucesso da VSD assenta numa combinação de talento especializado, tecnologia avançada e colaboração com parceiros do setor. A equipa integra engenheiros, especialistas em inteligência artificial, antigos agentes das forças de segurança, profissionais militares e especialistas em visualização de dados.
Além das investigações proativas, a unidade utiliza ferramentas de inteligência artificial generativa para analisar grandes volumes de informação, identificar relações complexas entre diferentes entidades e detetar atividades fraudulentas com maior rapidez e precisão. A empresa trabalha ainda em estreita colaboração com instituições financeiras, autoridades e parceiros tecnológicos para desmantelar infraestruturas criminosas e prevenir novas tentativas de fraude.
Com o aumento da sofisticação dos esquemas fraudulentos a nível global, a Visa considera que a cooperação entre empresas, reguladores e autoridades será cada vez mais determinante para proteger consumidores e reforçar a confiança no ecossistema digital de pagamentos.

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