GP Barcelona de F1: 7ª pole position do ano para a Mercedes, 3ª para George Russell
Sétima pole position do ano para a Mercedes, numa qualificação imprópria para cardíacos em Barcelona, com George Russell a garantir a décima pole position da sua carreira e a sua terceira do ano, superando por escassos 64 milésimos o Ferrari de Lewis Hamilton, que já para lá do cronómetro regressivo, saltou para segundo, na frente de Kimi Antonelli (Mercedes), que ficou a 0.319s da frente. Lando Norris (McLaren) foi quarto na frente de Max Verstappen (Red Bull) seguindo-se Isack Hadjar (Red Bull), Oscar Piastri (McLaren), Liam Lawson (Racing Bulls), Nico Hulkenberg (Audi) e o azarado Charles Leclerc (Ferrari) que saiu de pista a meio da Q3, levando a sessão a ser interrompida.George Russell conquistou uma pole position já esperada face ao que tem vindo a assistir em pista nas diversas sessões, ainda que Lewis Hamilton tenha realizado um crono a apenas 0.064s, num grande último suspiro do seu ex-companheiro de equipa.
Filme da Q3O ‘shootout’ final começou ensombrado pelo azar na equipa Racing Bulls de Arvid Lindblad, forçado a abortar a sua tentativa devido a uma falha eletrónica. Mal a pista abriu para a disputa da pole, instalou-se o caos: o Ferrari de Charles Leclerc perdeu o controlo entre as curvas 4 e 5, embatendo violentamente nas barreiras e acionando a bandeira vermelha. O drama deixou a equipa McLaren de Oscar Piastri e a eqO piloto monegasco sofreu um violento acidente na curva quatro do Circuito de Barcelona-Catalunya, ditando a interrupção da Q3 com uma bandeira vermelha. O despiste, o segundo do piloto da Ferrari no espaço de sete dias, ocorreu quando faltavam precisamente oito minutos para o termo da derradeira fase da qualificação, a Q3.Como consequência direta do embate contra as barreiras de proteção, o monegasco está condenado a alinhar provisoriamente na décima posição da grelha de partida. A escuderia de Maranello terá agora de avaliar a extensão dos estragos no monolugar. Caso os mecânicos sejam forçados a substituir a caixa de velocidades ou componentes da unidade de potência, Leclerc arrisca-se a sofrer uma penalização adicional com a perda de mais posições na grelha para a corrida.
No reatamento, com os minutos contados, Russell voou para a liderança provisória por 31 milésimos face a Piastri. Sem tempo a perder, os Mercedes mergulharam nas boxes para uma paragem rápida de troca de pneus.No derradeiro fôlego, a coreografia de tempos foi avassaladora. Antonelli pintou o segundo setor de roxo, mas Russell respondeu com parciais balísticos para esmagar o cronómetro e consolidar o topo. Verstappen tentou a sua magia, mas a Red Bull perdeu terreno no miolo, dividindo os McLaren de Lando Norris e de Piastri. Vindo do fundo da tabela, Hamilton fechou um setor intermédio imperial para saltar para o segundo lugar. Com o cair da bandeira de xadrez, Russell celebrou a pole com o “ritmo recuperado”, batendo Hamilton, Antonelli, Norris e Verstappen.
Filme da sessão
Q1: dois Aston Martin e Cadillac, um Haas e Williams, eliminados na Q1Sob o autêntico braseiro a ferver a mais de 50 graus Celsius que se tornou esta tarde a pista do circuito da Catalunha, a Mercedes voltou a colocar um carro na frente, o que menos interessa nesta altura, enquanto nomes consagrados como Fernando Alonso (Aston Martin) e Sergio Pérez (Cadillac) viveram um autêntico pesadelo, sendo eliminados de forma precoce juntamente com Lance Stroll (Aston Martin), Valtteri Bottas (Cadillac), Alexander Albon (Williams) e Esteban Ocon (Haas).
A ação em pista arrancou num ritmo de compasso de espera . Conscientes de que a borracha não resistiria a mais do que uma tentativa extrema, os pilotos arrastaram-se nas voltas de aquecimento antes de Valtteri Bottas inaugurar as hostilidades no cronómetro. Numa abordagem tática ousada, a Haas lançou os seus carros com pneus médios usados apenas para garantir um tempo de segurança, enquanto a Alpine e a Ferrari de Charles Leclerc saíam das boxes para procurar espaço limpo.
O drama intensificou-se com a entrada dos favoritos em pista . Max Verstappen chegou a ascender ao topo, mas foi imediatamente eclipsado por um fulgurante Leclerc e, logo a seguir, pelas flechas de prata . George Russell saltou para a liderança provisória, apenas para ver Lewis Hamilton roubar-lhe o melhor tempo da sessão, injetando uma dose maciça de confiança nas hostes da Mercedes.Na cauda do pelotão, o pânico instalava-se: Verstappen lutava visivelmente contra o equilíbrio do Red Bull, enquanto Sainz falhava a travagem e alargava a trajetória, ficando perigosamente à beira da eliminação, ladeado por um Lance Stroll que saltava violentamente pela gravilha .
Com o asfalto por momentos deserto, as equipas recolheram para montar o derradeiro jogo de pneus novos .À entrada para os minutos finais, formou-se uma fila cerrada no pitlane, onde pilotos como Arvid Lindblad e Gabriel Bortoleto tentavam posicionar-se na frente do pelotão intermédio. Contudo, os onze primeiros classificados abdicaram de regressar à pista, trancados nas respetivas boxes, deixando o asfalto livre para uma batalha de nervos nas posições de eliminação.
Na fase final, Nico Hülkenberg escalou sensacionalmente até ao quinto posto e Liam Lawson garantiu a sobrevivência. Sainz caiu para o 16.º lugar, forçando Kimi Antonelli a uma volta de nervos de aço para se salvar.No limite do tempo, Pierre Gasly viu-se empurrado para a berlinda quando Franco Colapinto rubricou uma volta soberba para entrar no top 10. Albon e Stroll falharam as suas melhorias e, num golpe de teatro final, a bandeira de xadrez confirmou a sentença pesada: Ocon, Albon, Pérez, Bottas e a dupla da Aston Martin, com Alonso à cabeça, estavam irremediavelmente fora da qualificação
Q2 sem surpresas…Mais uma fase de sessão interessante, com uma Q2 marcada por escolhas estratégicas contrastantes que culminaram na eliminação surpreendente de Eliminados Arvid Lindblad (Racing Bulls), Gabriel Bortoleto (Audi), Franco Colapinto (Alpine), Pierre Gasly (Alpine), Oliver Bearman (Haas) e Carlos Sainz (Williams)
Sob o olhar atento das bancadas, os semáforos acenderam-se para dar início ao segundo segmento da qualificação, com Oscar Piastri a quebrar o silêncio e a liderar a caravana para a pista, numa tentativa de replicar o sucesso do ano passado. Com a maioria do pelotão a optar por poupar borracha com pneus macios usados, Charles Leclerc saltou para o topo da tabela de tempos. Contudo, só durou escassos segundos, pois George Russell rubricou uma volta balística para colocar a Mercedes na liderança por meros 58 milésimos, deixando os três primeiros separados por uma margem infame no momento em que Nico Hülkenberg via o seu tempo anulado devido aos limites de pista.
Com o pelotão ordenado e os seis primeiros classificados resguardados nas boxes, o asfalto voltou a encher-se para o ‘shootout’ final. À exceção de Sainz, todos montaram pneus novos macios na esperança de alcançar a Q3.Lando Norris e Piastri esmagaram os seus registos pessoais para subirem respetivamente ao quarto e sétimo postos, enquanto Liam Lawson se catapultava para o oitavo lugar. Hülkenberg operou uma recuperação tremenda para agarrar a décima posição, um golpe de teatro que empurrou Lindblad irremediavelmente para fora da contenda. Bortoleto ainda melhorou o seu registo na derradeira tentativa, mas a sua performance foi insuficiente para entrar no top 10. Com a bandeira de xadrez hasteada, confirmou-se o desfecho implacável: Eliminados Arvid Lindblad (Racing Bulls), Gabriel Bortoleto (Audi), Franco Colapinto (Alpine), Pierre Gasly (Alpine), Oliver Bearman (Haas) e Carlos Sainz (Williams) de fora.
FOTO MPSA Agency
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