Tulsi Gabbard revela documentos do DNI que apontam para biolaboratórios dos EUA altamente perigosos em 30 países incluindo a Ucrânia
A Diretora demissionária da Inteligência Nacional (DNI), Tulsi Gabbard, revelou documentos classificados que demonstram que Biden financiou biolaboratórios altamente perigosos em 30 países, incluindo na Ucrânia.
A agência de inteligência norte-americana alegou na sexta-feira que o governo de Joe Biden financiou e ocultou deliberadamente a existência de biolaboratórios na Ucrânia, que albergam “patógenos perigosos e altamente contagiosos” e correm o risco de serem comprometidos devido à guerra da Ucrânia.
Numa declaração oficial, Tulsi Gabbard afirmou que pessoas influentes encobriram intencionalmente a localização, a história e o financiamento destas instalações, desacreditando aqueles que inicialmente tentaram revelar a informação.
“Até agora, a informação sobre a existência e o financiamento destes biolaboratórios foi deliberadamente ocultada ao povo americano. Poderosos suprimiram intencionalmente a informação sobre estes biolaboratórios financiados pelos EUA, alegando falsamente que não existem e acusando qualquer pessoa que diga o contrário de ser um agente estrangeiro e um traidor dos Estados Unidos”, enfatizou.
A ainda chefe dos serviços de informação norte-americanos detalhou ainda que, em alguns casos, estes laboratórios conduziram pesquisas de ganho de função — modificações genéticas para melhorar as capacidades de vírus ou bactérias — sem transparência ou supervisão regulatória, acusando diretamente entidades do governo anterior de mentirem sobre isso.
“Apesar do óbvio potencial de impacto global catastrófico que a investigação com agentes patogénicos perigosos em laboratórios biológicos pode ter, (…) as entidades do governo de Biden mentiram ao povo norte-americano sobre a existência destes laboratórios e ameaçaram aqueles que tentaram revelar a verdade”, acrescentou.
Robert F. Kennedy Jr, Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos na administração de Donald Trump, veio confirmar a veracidade do relatório e reafirmou que “o povo americano merece a verdade”.
As declarações de Gabbard geraram rapidamente uma reação nos democratas norte americanos, nos apoiantes da Ucrânia e também de Moscovo. O russo Kirill Dmitriev, responsável do Fundo Russo de Investimento Directo, afirmou neste sábado, citado pelo El Economista, que as palavras da autoridade norte-americana validam os alertas que o Kremlin tem vindo a emitir há anos e acusou o “Deep State” e os media ocidentais de manterem uma máquina de narrativas falsas para ocultar a verdade. “A Rússia mantém as suas acusações”. “A Rússia tem dito a verdade sobre os biolaboratórios, enquanto o Estado profundo e os grandes meios de comunicação negam. Este é apenas um dos muitos exemplos de como a poderosa e bem financiada máquina de narrativas falsas esconde a verdade sobre a Rússia”, escreveu numa publicação nas redes sociais.
O governo russo já tinha denunciado em 2022, com base em documentos apreendidos durante a sua intervenção militar, a existência de uma rede de pelo menos 30 instalações “biomilitares” na Ucrânia, operadas em coordenação com os Estados Unidos e a Alemanha.
Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, estes centros — ligados por Moscovo a entidades como o Instituto Bernhard Nocht — conduziam pesquisas altamente perigosas sobre agentes patogénicos e doenças tropicais como a dengue, a chikungunya, o vírus do Nilo Ocidental e o vírus do rio Usutu, com o suposto objetivo de os utilizar como armas biológicas.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia rejeitou as alegações da Diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, de que o governo norte-americano financia há muito tempo mais de 120 “biolaboratórios”, incluindo na Ucrânia, dizendo que “são infundadas”.
A Ucrânia diz que “nunca se envolveu em atividades relacionadas com o desenvolvimento, produção ou armazenamento de armas biológicas”, segundo o mesmo ministério.
Os democratas norte-americanos, assumidamente pró-Ucrânia, dizem que eram apenas instalações de “pesquisa médica” e não fábricas de “bioweapons”.
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