Jardim de Verão da Gulbenkian cruza as culturas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal
Vem aí uma nova edição do Jardim de Verão, na Gulbenkian, em Lisboa, entre 27 de junho e 12 de julho. O anúncio foi feito, esta quarta-feira, pela fundação, e o acento tónico, leia-se celebração, estará nas culturas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal.
Durante três fins de semana haverá concertos no Grande Auditório e no Anfiteatro ao Ar Livre, DJ sets sob o Engawa, atividades para famílias. A curadoria é partilhada entre Dino D’Santiago (música), e Alexandra Matos e Luís Almeida (filmes/conversas), pelo que diversidade não é soundbite, mas sim leitmotiv das propostas que vão aterrar no jardim da Fundação com estrondo.
Começamos pelo palco do Anfiteatro ao Ar Livre, que acolhe o duo musical Bandua e a sua reinterpretação eletrónica da música tradicional portuguesa, a cantora, compositora e instrumentista Zubikilla, que mistura a sonoridade de Cabo Verde ao jazz, o hip hop consciente, o R&B alternativo e o soul experimental de Libra e a combinação da morna tradicional cabo-verdiana, do kizomba e do R&B contemporâneo de Soraia Ramos, primeira artista lusófona a figurar na capa da Apple Music em África.
Pelo Grande Auditório vão passar o pop com influências jazz, bossa nova, soul e R&B de Bokor, a eletrónica, o fado e a poesia urbana de Rita Vian e a união da música experimental ao universo pop de Alex D’Alva. Mas não só. Nancy Vieira, uma das vozes mais expressivas e representativas de Cabo Verde, Toty Sa’Med, artista de culto da nova música angolana, e Os Tubarões, criados em 1969 na cidade da Praia, têm encontro marcado com o público no Grande Auditório.
Regressamos ao Anfiteatro ao Ar Livre para receber Melly, uma das vozes mais potentes da nova música brasileira, e Fogo Fogo, que promete, com a sua mistura entre funaná, dub e afrobeat, percorrer as mais variadas sonoridades africanas de festa, no encerramento do Jardim de Verão 2026.
Sob o Engawa, atuarão os DJ sets de Indi Mateta, Umafricana e Berlok, a somar à estreia de Adison Fernando. Sem esquecer a apresentação dos sete episódios da antologia “Novas Narrativas de Caça”, no Estúdio, seguidos de uma conversa com realizadores, atores e outros convidados, em torno do tema que inspira cada episódio.
No último dia do Jardim de Verão 2026, Os Tubarões e Dino D’Santiago juntam-se para um momento em que tudo pode acontecer.
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