F1: Alex Albon pouco otimista para a Áustria
A Williams não conseguiu dar o salto competitivo que ambicionava com o novo regulamento de 2026 e Alex Albon admite que o Grande Prémio da Áustria poderá ser mais um fim de semana difícil para a equipa. A Williams ocupa o oitavo lugar no Mundial de Construtores, apenas à frente de Audi, Cadillac e Aston Martin.
A equipa tinha assumido claramente, no ano anterior, a ambição de aproveitar as novas regras para subir na hierarquia da grelha. No entanto, o monolugar de 2026 chegou atrasado e com excesso de peso, limitando severamente a sua competitividade, algo que ficou particularmente exposto em Barcelona, onde nem Albon, nem Carlos Sainz conseguiram pontuar.
A principal preocupação de Albon para a Áustria prende-se com as características do Red Bull Ring, cujo segundo e terceiro sectores são dominados por curvas de alta velocidade, precisamente o ponto fraco do carro da Williams face aos rivais do meio do pelotão. Em Barcelona, Sainz qualificou-se a um segundo e meio de Liam Lawson, evidenciando o défice que a equipa ainda tem de recuperar.
Albon descreve um comportamento muito imprevisível do monolugar em qualificação, com o carro a reagir de forma inconsistente de curva para curva. O piloto considera positivo ter identificado um problema concreto que explica as dificuldades sentidas, mas sublinha que o essencial é garantir que a situação não se repete na Áustria. Albon enquadra estes problemas no contexto de carros completamente novos, em que a fiabilidade vai muito além das unidades motrizes e envolve a consistência de múltiplos componentes do chassis, defendendo que a equipa tem de melhorar os seus processos internos e elevar o seu nível de trabalho.
“Se olharmos para a nossa velocidade em alta velocidade comparada com os nossos rivais do meio do pelotão, estamos bastante atrás” disse Alex Albon. “Obviamente, no Red Bull Ring, o segundo e terceiro sectores são todos de alta velocidade, por isso temos de ver o que fazemos. Mas não podemos esquecer que o Carlos qualificou-se a um segundo e meio do [Liam] Lawson, por isso temos trabalho a fazer.”
“Os carros são tão novos e estamos a perceber que não é apenas sobre fiabilidade em termos de unidades motrizes, há também fiabilidade nos bastidores que os carros estão a experienciar. Estamos a passar por um processo de garantir que as peças no carro estão a fazer o que se pretende. Faz parte. Não chamaria sorte, diria apenas que temos de melhorar e fazer um trabalho melhor.”
Foto: MPSA
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