Lidl e padaria Gleba lançam parceria permanente para venda de pão artesanal em larga escala
O retalhista Lidl e a marca portuguesa Gleba anunciaram esta quarta-feira uma parceria inédita para comercializar uma linha de pão artesanal de fermentação natural em todas as mais de 290 lojas da insígnia em Portugal.
De acordo com o comunicado conjunto das empresas, o projeto assenta na moagem em mós de pedra, em processos de fermentação lenta e no uso exclusivo de cereais 100% locais provenientes de pequenos agricultores do Alentejo.
Para viabilizar o fornecimento à grande distribuição sem abdicar do método artesanal, o processo produtivo — inteiramente supervisionado pela Gleba — recorre a uma cadeia logística de frio que transporta a massa com as propriedades da massa mãe preservadas até à cozedura final em cada loja, explica a padaria.
A diretora-geral de compras do Lidl Portugal, Alexandra Borges, sublinhou que a iniciativa pretende “democratizar artigos de elevada qualidade” e reforçar o apoio aos fornecedores nacionais e à economia local.
Por seu turno, Diogo Amorim, presidente executivo e fundador da Gleba, classificou o acordo como “um marco muito importante” para cumprir a missão da empresa de “levar a mais portugueses” o pão feito com tempo e cereais locais.
O Lidl está presente há 30 anos no mercado nacional, onde emprega mais de 8.000 colaboradores.
Já a Gleba, fundada pelo antigo cozinheiro de restaurantes com estrelas Michelin Diogo Amorim, utiliza uma rede própria de pequenos produtores nacionais para o fornecimento de matérias-primas.
A nova gama que será vendida no Lidl, integra a marca própria Deluxe do supermercado, é composta por três artigos permanentes: Pão de Massa Mãe (2,79 euros), Cacetinho de Massa Mãe (0,22 euros) e Lanche Misto (1,39 euros).
O lançamento desta parceria surge num momento em que a Gleba procura consolidar a sua estabilidade financeira. Em abril passado, os credores da empresa aprovaram o plano apresentado no âmbito de um Processo Especial de Revitalização (PER), com o objetivo de reestruturar uma dívida total que ascende a 12 milhões de euros, dos quais cerca de 6,5 milhões de euros dizem respeito a exposição bancária junto de entidades como o Santander e o Bankinter.
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