Projeto Art4Aging vence bolsa de investigação em Inovação Social Amélia de Mello
O projeto Art4Aging, da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses, foi o vencedor da Bolsa de Investigação em Inovação Social Amélia de Mello, no valor de 150 mil euros.
O anúncio foi feito esta terça-feira, no Centro Cultural de Belém, pela Fundação Amélia de Mello (FAM), em parceria com a Nova School of Business and Economics (Nova SBE).
O financiamento, atribuído por um período de três anos, permitirá desenvolver um projeto que pretende avaliar o impacto da participação continuada em atividades artísticas na cognição social e na saúde cerebral das pessoas mais velhas. A iniciativa integra artes visuais, música, dança, artes culinárias e atividades de grupo baseadas na narrativa, propondo uma abordagem não farmacológica para promover um envelhecimento saudável.
O projeto resulta de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses, o Centro Académico Clínico 2CA-Braga e o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto. O objetivo é criar e validar um protocolo que possa ser replicado em instituições culturais e centros comunitários de todo o país. Ao longo de 24 meses, os participantes serão acompanhados através de avaliações psicológicas, escalas de qualidade de vida e medições neurofisiológicas.
Para Vasco de Mello, presidente da Fundação Amélia de Mello, o projeto representa “uma forma inovadora e humana de cuidar de quem envelhece, unindo as artes e a ciência ao serviço das pessoas”. O responsável sublinhou que a fundação mantém “uma longa tradição de apoiar quem procura responder, com propósito, aos desafios do país”.
Também Pedro Oliveira, dean da Nova SBE, destacou o papel da investigação na resposta aos desafios sociais. “É quando a investigação rigorosa encontra os problemas reais da sociedade que se geram as soluções mais transformadoras”, afirmou, felicitando a Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses e os parceiros científicos envolvidos no projeto
Miguel Pina e Cunha, professor da Nova SBE e que presidiu o júri, salientou a elevada qualidade das candidaturas recebidas, considerando que o Art4Aging “destacou-se pela ambição científica e pelo impacto real que pode ter na vida de quem envelhece”, acrescentando que as menções honrosas demonstram “a riqueza das respostas que a inovação social está a gerar em Portugal”.
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