Thierry Neuville com rali amargo na Grécia: “andar bem é incentivo para o resto da época”
Thierry Neuville afirmou que o desempenho no Rali da Acrópole reavivou a sua confiança para as próximas rondas de terra do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). Apesar do desfecho inglório no último dia, que lhe retirou uma vitória provável, o piloto belga preferiu focar-se nos indicadores positivos recolhidos na ronda helénica.
O piloto da Hyundai liderou a maior parte da clássica grega e manteve uma luta intensa com Sébastien Ogier até à manhã de domingo. Contudo, dois furos nos pneus traseiros na segunda passagem por Aghii Theodori deitaram por terra as aspirações de alcançar o seu terceiro triunfo no Acrópole. Neuville garantiu ainda assim o segundo posto, a 58,3 segundos do francês.
O regresso das boas sensações ao volanteO piloto admitiu que os sentimentos no final da prova eram complexos. No entanto, sublinhou que o maior ganho do fim de semana ultrapassou o resultado numérico. Após uma primeira metade de temporada atribulada, sobretudo no asfalto, Neuville reencontrou a simbiose necessária com o i20 N Rally1: “Há sentimentos mistos neste momento. A dada altura, queríamos mesmo trazer a vitória para casa e dar à equipa um incentivo extra para o resto da época. Mas, por outro lado, posso estar satisfeito com o desempenho que demonstrámos aqui este fim de semana”, avaliou Thierry Neuville.
O piloto belga foi mais longe na análise à sua condução: “Fiquei contente com o facto de me sentir confortável no carro. Na verdade, percebi que já há muito, muito tempo que não me sentia assim tão confortável. Quase me tinha esquecido dessa sensação. Mostra que quando temos o ‘feeling’ de que precisamos, e o carro corresponde, conseguimos ditar o ritmo. Isso é algo muito promissor. Lembrou-me um pouco os bons velhos tempos, quando lutávamos com o Sébastien de forma regular.”
A “lotaria” das pedras gregas e o olhar focado na EstóniaNeuville detalhou que a perda de pressão nos pneus surgiu sem que tivesse sentido qualquer choque mecânico direto. O belga defendeu que o desfecho acabou por ser uma questão de sorte, apelando a melhorias estruturais. “Penso que há margem para progresso de ambos os lados. Talvez as estradas devessem ser um pouco mais lisas e os pneus ligeiramente mais resistentes”, apontou.
Com o mundial a caminhar para os troços rápidos de terra da Estónia e da Finlândia, terrenos onde a Hyundai tem introduzido melhorias, Neuville mantém um otimismo moderado. Embora ressalve que não testa em solo finlandês desde o início do ano, o piloto assumiu que a equipa não deverá “estar muito longe” do topo.
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