Ucrânia: Portugal condena “ataques atrozes russos” com 21 mortos em Kiev
O Governo português condenou hoje “os atrozes ataques russos” na noite passada, que causaram pelo menos 21 mortos e 85 feridos na capital da Ucrânia, Kiev, segundo o mais recente balanço das autoridades locais.
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros condena veementemente os atrozes ataques russos desta noite contra a Ucrânia. Reiteramos a nossa solidariedade com o povo e as autoridades ucranianas”, escreveu o ministério de Paulo Rangel na rede social X, identificando o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha.
“É imperioso pôr termo à agressão e repor o direito internacional”, defendeu, na mesma mensagem.
Portugal, acrescentou, “mantém o apoio inabalável à Ucrânia em defesa de uma paz justa e duradoura”.
Drones e mísseis russos atingiram Kiev durante a noite, matando pelo menos 21 pessoas e ferindo 85, no pior ataque à capital, segundo o presidente da câmara da capital ucraniana, enquanto o Kremlin (presidência russa) afirma que continuará a “aumentar a pressão” sobre a Ucrânia.
Na noite de quarta-feira, o país foi alvo de 496 drones e 74 mísseis de vários tipos, dos quais 476 e 48 foram intercetados, respetivamente, segundo a Força Aérea Ucraniana, citada pela agência francesa AFP.
Kiev foi a cidade mais fustigada, no ataque “mais massivo” sobre a capital desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, disse o presidente da câmara, Vitali Klitschko, que declarou um dia de luto na sexta-feira.
Registaram-se explosões durante várias horas e o alerta de ataque aéreo durou mais de 11 horas seguidas.
Mais de 52 mil pessoas, incluindo cerca de 4.500 crianças, procuraram refúgio nas estações do metro de Kiev durante a última noite, o maior número registado desde o início da invasão russa.
“Este é o maior número de pessoas que procuraram refúgio no metro durante um ataque aéreo noturno nos últimos anos”, referiu a autarquia, citando dados do Metro de Kiev.
Share this content:


Publicar comentário