Innovation District em Matosinhos poderá gerar 65 mil milhões para a economia e criar 100 mil empregos, segundo PwC
Um estudo da PwC, divulgado pela Galp, concluiu que a reconversão da antiga refinaria de Matosinhos num Innovation District poderá gerar um impacto acumulado de 65 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto (PIB) nacional ao longo de 30 anos e criar mais de 100 mil postos de trabalho em Portugal.
Os resultados do estudo foram apresentados hoje na QSP Summit e analisam diferentes cenários de desenvolvimento para o projeto de transformação da antiga refinaria num polo urbano dedicado à inovação, ensino, habitação e atividade económica.
Segundo a PwC, o impacto acumulado no valor acrescentado bruto (VAB) de Matosinhos poderá atingir 43 mil milhões de euros, enquanto o impacto anual poderá ultrapassar os três mil milhões de euros quando o projeto atingir a maturidade.
O estudo estima ainda que o futuro Innovation District possa acolher cerca de 19 mil residentes e 30 mil estudantes universitários, num modelo que combina habitação, atividade económica, ensino, investigação, lazer e espaços verdes.
Ao nível do emprego, a análise aponta para a criação de mais de 100 mil postos de trabalho em Portugal, dos quais cerca de 65 mil no concelho de Matosinhos. O impacto fiscal acumulado é estimado em nove mil milhões de euros a nível nacional e 400 milhões de euros a nível local.
De acordo com o estudo, o projeto poderá também contribuir para um aumento de 25% no investimento em investigação e desenvolvimento (I&D), um crescimento superior a 50% na produção de setores de elevado valor acrescentado e um aumento de 38% das exportações. A produtividade em setores estratégicos poderá situar-se 29% acima da média nacional.
A mobilidade é identificada como um dos fatores determinantes para o sucesso da iniciativa, prevendo-se que a concentração de residentes, estudantes e emprego possa justificar o reforço da oferta de transporte público, incluindo novas ligações de metro e sistemas de transporte coletivo dedicados, bem como soluções de mobilidade ativa.
O estudo foi desenvolvido pela PwC com a participação do CITTA – Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente, da OPT – Optimização e Planeamento de Transportes, da ImoEconometrics e do economista Ricardo Reis, professor da London School of Economics.
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