Presidente da República felicita “com muita alegria” Lídia Jorge pelo Prémio Camões
O Presidente da República, António José Seguro, felicitou hoje “com muita alegria” a escritora Lídia Jorge pelo Prémio Camões 2026, e considerou que é “uma das grandes vozes na literatura contemporânea de todas as línguas”.
“É com muita alegria e honra que o Presidente da República celebra e cumprimenta a escritora Lídia Jorge, hoje distinguida com o Prémio Camões, o mais alto galardão literário da nossa língua”, lê-se numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
O chefe de Estado refere que Lídia Jorge “construiu uma polifonia deslumbrante e trágica, comovente e cheia de inteligência sobre a natureza humana e a condição portuguesa”, com livros como “A Costa dos Murmúrios”, “O Vento Assobiando nas Gruas” e “Misericórdia”.
“A sua obra, distribuída pelo romance, conto, ensaio, crónica, teatro e poesia, abriu caminhos singulares na nossa literatura e na forma de pensar Portugal, a nossa sensibilidade, a vida das mulheres portuguesas e a memória de eventos marcantes para a história recente do nosso país”, acrescenta.
Segundo o Presidente da República, “nessa medida, é um barómetro que tem detetado os sinais de mudança e os movimentos transformadores da sociedade, sem nunca perder um cunho estético de primeira grandeza, o que faz dela uma das grandes vozes na literatura contemporânea de todas as línguas”.
“O Prémio Camões é um dos corolários de uma carreira literária que o Presidente da República saúda e felicita. A sua voz é, neste momento, a nossa voz”, afirma António José Seguro.
Lídia Jorge, romancista e contista, nasceu no Algarve, em 18 de junho de 1946, em Boliqueime, no concelho de Loulé. Foi conselheira de Estado entre 2021 e 2026, durante o segundo mandato do anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Entre outros prémios, foi também distinguida com o Prémio Pessoa 2025.
O Prémio Camões de literatura em língua portuguesa foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, com o objetivo de distinguir autores “cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum”, e foi atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor português Miguel Torga.
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