World Gold Council: “O cenário está preparado para uma possível subida do ouro”
O World Gold Council (Conselho Mundial do Ouro) identifica uma série de factores que podem contribuir para a valorização do ouro. Mas alerta também que o metal tem catalisadores que podem pressionar o preço para baixo.
“Aos níveis atuais, o preço do ouro está amplamente alinhado com um cenário global de crescimento moderado, inflação em desaceleração, mas ainda elevada, e expectativas de um aperto monetário adicional – embora limitado – por parte dos bancos centrais. Nestas condições, o ouro irá provavelmente manter-se relativamente estável (±5%). Mas o cenário está preparado para uma possível subida”, refere o World Gold Council no seu mid-year outlook.
Durante 2026 o metal tem tido fortes oscilações. Começou o ano, em janeiro, a atingir máximos históricos, para depois cair abaixo dos quatro mil dólares por onça, em junho. No final a matéria-prima acaba por acumular uma perda de 7% durante o ano, salienta o mesmo organismo. Contudo no último ano acumula uma valorização superior a 25%. “O primeiro semestre de 2026 mostrou que o ouro continua sensível às crescentes preocupações geopolíticas e às mudanças abruptas no sentimento dos investidores. Evidenciou também a crescente relevância dos mercados asiáticos na formação do preço”, acrescentou o World Gold Council.
A 30 de junho o ouro atingiu um mínimo de oito meses.
Conselho identifica catalisadores claros para subida do metal
Apesar das oscilações do metal durante 2026 o World Gold Council considera existirem “catalisadores claros” que poderiam “reacender o ímpeto” da matéria-prima fazendo-a negociar novamente nos 4.500 dólares por onça ou mais. Isso implicaria uma subida de 7,6% face ao preço atual (4.180 dólares por onça).
Entre esses catalisadores estão: agravamento da economia, um novo choque geopolítico, uma mudança para expectativas de juros mais baixos, ou uma onda de compras em quedas.
Mas também há factores que podem pressionar a matéria-prima
Mas existem também outros factores que podem colocar pressão, em baixa, sobre o metal. “Um ambiente de crescimento resiliente, aumento das yields e mercados mais calmos poderá levar a uma queda ainda maior do ouro – embora uma queda de mais de 10% em relação aos níveis actuais possa ser atenuada pela procura de preços mais baixos”, refere o Conselho.
O mesmo organismo diz ainda que a “procura persistente” dos bancos centrais e as mudanças nas políticas em mercados-chave como a Índia são “factores adicionais imprevisíveis” que “poderão influenciar subtilmente” a trajectória do ouro no segundo semestre.
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