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Risco de incêndio obriga CP a interromper comboios temporariamente

Risco de incêndio obriga CP a interromper comboios temporariamente

O risco de incêndio obrigou a CP a interromper ou a reter comboios de forma temporária, pelo impacto das altas temperaturas na linha ferroviária, disse hoje a empresa, garantindo estar em contacto com a Proteção Civil.
Além da supressão de seis comboios Intercidades no sábado e hoje, a circulação tem sido afetada por interrupções noutras ligações.
Num esclarecimento sobre o impacto do calor extremo na operação dos últimos dias, a CP explica que “os efeitos das altas temperaturas não se limitam ao material circulante”, podendo “afetar diferentes componentes da infraestrutura ferroviária, ao nível dos sistemas de sinalização, catenária, aparelhos de mudança de via e outros equipamentos fundamentais para a circulação segura dos comboios”.
O risco que decorre de incêndios florestais “pode, e tem, originado interrupções e/ou retenções temporárias de comboios em determinados locais da rede ferroviária”, justifica a empresa de transporte, dizendo tratar-se “de uma realidade conhecida e transversal aos operadores ferroviários europeus, que enfrentam dificuldades acrescidas sempre que se verificam fenómenos meteorológicos extremos”.
Relativamente às ligações que se mantêm, a CP garante ter em curso “um conjunto de medidas preventivas destinadas a minimizar riscos e a assegurar as melhores condições possíveis de conforto e assistência durante as viagens”.
Entre essas medidas está a decisão de, em alguns comboios de longo curso (ou seja, Intercidades e Alfa), bloquear a venda de lugares “em horários considerados mais críticos” para as composições terem menos passageiros, bem como em reforçar o acompanhamento da operação e disponibilizar mais água em vários pontos da rede, elenca a empresa.
O jornal Público noticia hoje que algumas supressões se devem à falta de manutenção do ar condicionado dos comboios que se encontram em circulação, mas a empresa assegura que a manutenção tem sido realizada.
No comunicado, a CP admite que “algumas séries de material circulante, em virtude da sua antiguidade, apresentam limitações face aos atuais padrões de climatização” e assegura que está a tomar “medidas operacionais para minimizar o impacto destas condições extremas”.
“Os comboios parqueados são mantidos com as cortinas fechadas e/ou janelas abertas, de forma a reduzir o aquecimento das composições sem ar condicionado” e nos comboios com sistemas de refrigeração, “sempre que operacionalmente viável, os equipamentos permanecem ligados durante os períodos de estacionamento, garantindo níveis de conforto mais adequados para os passageiros”.
Reconhecendo “os constrangimentos existentes”, a CP garante que “não está em causa a manutenção do ar condicionado dos comboios que se encontram a circular e que as manutenções periódicas de todo o material circulante são escrupulosamente realizadas pela empresa, incluindo a manutenção dos sistemas de climatização”.
Segundo o site da CP, hoje e no sábado não circularam os Intercidades entre Lisboa Santa Apolónia e Guarda (com partida às 12:30), entre a Guarda e Lisboa Santa Apolónia (12:48), entre Lisboa Santa Apolónia e Porto Campanhã (15:30), entre Porto Campanhã e Lisboa Santa Apolónia (12:45), entre Lisboa Oriente e Faro (14:02) e entre Faro e Lisboa Oriente (14:15).
À Lusa, fonte oficial da empresa adiantou que, além dos Intercidades, “registaram-se mais duas supressões em comboios urbanos de Lisboa devido a avaria do ar condicionado”.
Na Linha de Sintra, verificaram-se supressões que “estiveram diretamente ligadas a uma colhida, que provocou um grande constrangimento na circulação”, justificou a empresa.

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