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Exames nacionais: novo atraso comprometeria arranque do ano letivo, alertam professores

Exames nacionais: novo atraso comprometeria arranque do ano letivo, alertam professores

Julho é o mês das matrículas, da constituição de turmas e da distribuição do serviço docente para o ano seguinte, para além de ser tempo de reuniões de avaliação, de reapreciação de avaliações, de departamento e grupo disciplinar. É tempo, ainda, de exames e da sua classificação e reapreciação.
“Uma nova delonga, para além de colocar em causa o necessário e obrigatório período de férias de professores, alunos e famílias, comprometeria o próprio arranque do próximo ano letivo e o acesso ao ensino superior que, continua o ministro, a dizer que mantém a calendarização divulgada”, alerta a FENPROF – Federação Nacional de Professores em comunicado enviado às redações.
A maior estrutura sindical do país, afeta à CGTP salienta que “os adiamentos já efetuados não garantiram os 10 dias úteis que o ministro da Educação anunciou que todos os classificadores teriam, pelo que professores, alunos e respetivas família veem ameaçadas a serenidade e o rigor exigidos a um processo como este e o direito a férias que não deve ser tratado com a leviandade de algumas declarações do governante”. 
E conclui o documento: “Se algo falhar, como parece estar a ser o caso fica comprometida toda a cadeia de tarefas a realizar, dependentes que estão da conclusão da fase anterior e necessárias que também são para a seguinte”.
A FENPROF – Federação Nacional de Professores responsabiliza a “reforma” do Ministério da Educação Ciência e Inovação pela criação do problema que trás a comunidade educativa em suspenso: a correção digital dos exames nacionais.
“Quando se reduzem recursos humanos, se eliminam estruturas de apoio e coordenação e se substituem procedimentos consolidados por soluções improvisadas, o resultado é o que hoje está à vista”, afirma o comunicado enviado às redações.
Os exames nacionais mantiveram o formato em papel, mas, pela primeira vez, as provas serão corrigidas em formato digital. O processo tem sido denunciado por sindicatos, movimentos de professores e deputados dos partidos da oposição, como de “caos generalizado”, com atrasos, falhas na atribuição de classificadores e professores convocados para corrigir provas de disciplinas que não lecionam. Grande parte dos constrangimentos foi registada na prova de Português, a que reúne o maior número de alunos. Face aos problemas, o prazo para a correção deste exame foi alargado até 10 de julho.
Numa audição regimental na comissão parlamentar de Educação e Ciência realizada a 1 de julho, o ministro Fernando Alexandre que o problema é informático e responsabilizou-se pelo processo: “O que eu garanto e vou voltar a repetir é rigor na classificação dos exames e a possibilidade de os estudantes verificarem a sua avaliação . Total transparência nisso. Esse é o ponto que o ministro tem de garantir, essa é a minha responsabilidade última e, como já disse, isso sobrepõe-se a qualquer calendário”.
Os exames do ensino secundário são um requisito de acesso ao Ensino Superior, cujo Concurso Nacional arranca no dia 20 de julho.
 

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