UBS mantém recomendação de compra para BCP e sobe preço-alvo para 1,18 euros
A UBS manteve a recomendação de Buy para o BCP e elevou o preço-alvo das ações de 1,03 para 1,18 euros, num sinal de confiança na execução operacional do banco liderado por Miguel Maya. A casa de investimento antecipa ainda um lucro líquido de 255 milhões de euros no segundo trimestre e vê espaço para o BCP continuar a apresentar rentabilidade acima da média do setor europeu.
Na análise divulgada antes da apresentação das contas do segundo trimestre, a UBS escreveu que espera a continuação de tendências operacionais sólidas, apoiadas por um desempenho favorável do negócio em Portugal e por métricas de rentabilidade mais fortes do que as dos pares europeus. O banco de investimento entende que o Millennium BCP mantém uma trajetória de crescimento dos resultados que justifica a valorização implícita na nova avaliação.
O novo preço-alvo, de 1,18 euros, compara com 1,03 euros na nota anterior, refletindo uma revisão em alta das estimativas de lucro para 2026 e 2027, segundo o research da UBS. A instituição sustenta que o BCP negocia com um prémio face ao setor, mas considera-o justificado pelo perfil superior de crescimento dos resultados e pela rentabilidade esperada.
Para o segundo trimestre, a UBS estima um lucro líquido de 255 milhões de euros, valor que agrega as projeções por negócio e geografias do grupo. O relatório indica ainda que o banco deverá continuar a beneficiar de tendências como melhoria da margem financeira, estabilização do custo dos depósitos e recuperação do spread comercial com a clientela em Portugal.
A UBS também destaca que o BCP tem vindo a destacar-se em bolsa face ao setor, com desempenho superior no acumulado do ano, e projeta níveis de rentabilidade sustentados nos próximos exercícios. No conjunto, a leitura do banco de investimento é de que o BCP segue com capacidade para combinar crescimento e rentabilidade num ambiente ainda favorável para a banca portuguesa.
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